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ENTREVISTA-Portugal, do FMI, vê A. Latina menos vulnerável

Uma crise econômica global pode afetar aAmérica Latina com mais força que outras regiões, mas algunspaíses latino-americanos estão mais resistentes a choquesexternos do que no passado, disse o brasileiro Murilo Portugal,subdiretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, ementrevista à Reuters na quinta-feira. "A desaceleração da economia global vai afetar a todos, vaiafetar talvez mais a região latino-americana, e dentro daAmérica Latina os países que têm maior ligação com os EstadosUnidos", disse Portugal. "Mas, dito isto, vários desses países estão atualmente numaposição muito melhor para resistir à turbulência do que estavamnos últimos anos, por causa de melhorias que conseguiram em suasituação macroeconômica, em seu desempenho. Então estão maisresistentes do que em episódios anteriores." Portugal, que na sexta-feira embarca para pequenos Estadosinsulares do leste do Caribe, não especificou os países queestariam mais bem preparados. Ele disse que sua viagem reflete os esforços do FundoMonetário Internacional em ampliar a "vigilância regional", eque possivelmente irá discutir os desafios que as ilhascaribenhas enfrentam por causa dos últimos acontecimentosglobais. Anguila, Antígua e Barbada, Dominica, Granada, Montserrat,São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas(os integrantes do chamado Banco Central do Caribe Oriental)dependem muito do turismo, especialmente desde o fim dotratamento preferencial dado pela União Européia à banana e aoaçúcar desses países e possessões. O turismo, responsável por 60 por cento das divisas queentram no leste do Caribe, deve ser bastante afetado peladesaceleração econômica dos EUA e de outras economias, segundoPortugal. Por causa da crise econômica global, mas também devido aofim de fatores locais, como a construção de um estádio decríquete e reformas de hotéis antes da Copa do Mundo deCríquete, em 2007, o FMI reduziu suas projeções de crescimentopara o Caribe. Para 2008, a previsão de crescimento médio na região é de3,3 por cento, abaixo dos 4,1 por cento de 2007 e dos 5,9 porcento de 2006, segundo o brasileiro. Os fluxos de investimentos estrangeiros diretos, usados pormuitos países para financiar seus déficits públicos, tambémdevem ser afetados pela crise global, segundo ele. A exemplo de outros países em desenvolvimento, os pequenosEstados insulares teriam de ter maior responsabilidade fiscalpara reduzir seu endividamento e seus déficits, a fim desuperar este período de desaceleração mundial, na opinião doexecutivo do FMI. Deveriam também, segundo ele, acelerar eaprofundar o processo de integração regional. Os serviços financeiros, que já são um setor importante emvários países do Caribe, representam uma opção para substituira banana, o açúcar e o turismo por atividades mais estáveis,disse Portugal. "Mas de certa forma a turbulência financeira também temaspectos positivos e negativos", afirmou. "Um aspecto é que,como o dólar do Caribe está atrelado ao dólar norte-americano,ele também está se desvalorizando em termos reais, e isso estáampliando a competitividade e suas exportações", afirmou.

MICHAEL CHRISTIE, REUTERS

07 de fevereiro de 2008 | 22h10

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