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ENTREVISTA-Saldo comercial zero não seria problema, diz ministro

O Brasil não necessita de superávitscomerciais elevados e mesmo um saldo zero da balança não seriamotivo de preocupação, afirmou nesta terça-feira o ministro doDesenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. "A balança deveria ser apenas equilibrada, não precisamoster uma balança de 40 bilhões de dólares. Se for saldo zero,tudo bem, não temos uma crise, não pegamos uma pneumoniaeconômica por causa disso", disse em entrevista à Reuters. Apesar de destacar que o país não caminha para um cenáriode saldo comercial zero, Miguel Jorge não vê perspectiva deredução significativa das importações. Embaladas pelo dólar barato e pelo crescimento econômico,as compras externas aumentaram mais de 50 por cento até julhona comparação com 2007. No mesmo período, as exportaçõestiveram alta de 27 por cento. Para o ministro, as importações deverão seguir em ritmopróximo ao atual até o final do ano. No médio prazo, aexpectativa é de desaceleração gradual, com uma esperadaredução da demanda por bens de capital após um processo derenovação de maquinário pelas empresas, disse. Para as exportações, a meta do governo é um crescimento de31 por cento de 2007 a 2010, quando chegariam a 210 bilhões dedólares. Em 2008 apenas, a projeção é de alta de 19 por cento. "Na minha avaliação, o maior impacto do câmbio (sobre asexportações) já aconteceu, uma boa parte das empresas já seadaptou", avaliou Miguel Jorge. "Acredito que você teria um impacto não tão grande nasexportações, mas sim nas importações." Ele destacou que os setores calçadista e têxtil, alguns dosque mais sofreram com o dólar barato, têm se beneficiado dosprogramas de financiamento do governo e, em muitos casos, estãoenfrentado a desvantagem cambial apostando em produtos maissofisticados e caros. Ao comentar a recente aceleração da inflação, Miguel Jorgeafirmou que a questão preocupa, mas não exige medidasadicionais do governo, como de contenção de crédito. "Tomar medidas muito duras neste momento --e nós não vemosnecessidade disso-- pode criar expectivas negativas", afirmou. (Com reportagem de Raymond Colitt; Edição de DanielaMachado)

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