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ENTREVISTA-S&P vê Brasil mais forte diante de choques externos

A turbulência dos mercados globaisnão deve desviar o Brasil da rota de grau de investimento. Paraa analista de ratings soberanos da Standard & Poor''s LisaSchineller, o país aproveitou a farta liquidez global e hojeestá mais preparado para lidar com problemas externos. A busca pelo grau de investimento seria afetada num cenáriode solavancos externos prolongados que enfraquecessem osfundamentos da economia. "Mas essa não é a nossa expectativa",disse ela à Reuters por telefone. "Qualquer tipo de turbulência pode ter impacto (nosmercados brasileiros), mas no geral a situação do país é muitomais forte." Nesta quinta-feira, o principal índice acionário do paíschegou a despencar 6 por cento, enquanto o dólar avançou maisde 3 por cento e retomou a faixa de 1,92 real. O risco Brasil atingiu o patamar mais alto desde dezembro,em alta de mais de 30 pontos-básicos, diante da tensão com oproblemático setor de crédito imobiliário de alto risconorte-americano. Segundo Schineller, ainda é muito difícil dizer se aliquidez vai realmente diminuir, mas é fato que adisponibilidade de dinheiro no mundo estava em um nível"anormal". "Por isso, uma reversão é esperada e vai afetar todos osmercados emergentes... Mas é importante lembrar que agora, emgeral, o país está mais preparado, tem menor nível devulnerabilidade." A analista citou a situação confortável do balanço depagamentos do país e a melhora do perfil do endividamento,público e privado, como sinais favoráveis ao Brasil. "O Brasil não pode eliminar, mas pode reduzir o impacto"dos solavancos externos. A S&P classifica a dívida soberana do país de longo prazoem "BB+", a uma posição do grau de investimento. A perspectivapositiva faz com que boa parte dos analistas acredite em umamelhora da nota já no ano que vem.

DANIELA MACHADO, REUTERS

26 de julho de 2007 | 19h12

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