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ENTREVISTA-UBS vai estrear em private equity no Brasil em 2009

A área de asset management do UBS Pactual deve lançar uma nova família de produtos logo depois de consolidar a integração do departamento com a gestora Pactual Capital Partners (PCP), prevista para 1o de janeiro. O pacote de novidades inclui fundos para investimentos no exterior e fundos de private equity, que serão oferecidos prioritariamente a investidores institucionais, como fundos de pensão. "Vamos ampliar o leque de produtos", disse à Reuters o presidente-executivo do banco, Rodrigo Xavier. "Vamos sair de uma agenda defensiva para uma ofensiva", emendou. Segundo ele, nos últimos anos os clientes se acostumaram com a excelência de gestão do banco em fundos de perfil tradicional. De agora em diante, avalia Xavier, algumas das melhores oportunidades devem estar em produtos diferenciados. Por isso, o banco quer tentar atrair novas captações por meio de fundos que apliquem em ativos com grande potencial de valorização no longo prazo. A indústria de private equity, que compra participações de empresas com potencial de crescimento acelerado, deve se intensificar no próximo ano no Brasil, segundo especialistas, uma vez que as outras fontes de captação de recursos para investimentos, como bancos e o mercado de capitais, estão praticamente fechadas. Xavier reconhece que o momento atual é muito difícil para o setor de asset management no Brasil, especialmente para investimentos em renda variável, que registraram desvalorização acentuada das ações, após cinco anos consecutivos de ganhos. "Teve muita gente que entrou na bolsa pensando que ia ter só alegria e que está descobrindo agora que esse mercado é cíclico", disse. Com o novo cenário, o UBS vai tentar convencer clientes que as oportunidades de ganhos agora cresceram e que, devido à condição privilegiada da economia brasileira, os ativos de empresas do país estão entre os que devem registrar recuperação mais rápida quando a crise global começar a arrefecer. "O Brasil é um dos mercados que vão reagir com mais força", previu Xavier. BANCO DE INVESTIMENTOS De acordo com o executivo, na área de banco de investimentos, as maiores fontes de demanda do mercado devem ser a área de fusões e aquisições e a de emissão de dívida com instrumentos de renda fixa, como notas promissórias. Segundo Xavier, a divisão pode receber parte da equipe de cerca de 40 profissionais da PCP, que está sendo integradas ao dia-a-dia do UBS Pactual. "Essa é uma possibilidade aberta. As pessoas vão para onde fizer mais sentido", afirmou. (Edição de Alexandre Caverni)

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

10 de dezembro de 2008 | 13h16

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