Envio de gás boliviano é reduzido por causa de manifestação

A Petrobras reduziu em 5 milhões de metros cúbicos diários os envios de gás natural da Bolívia para o Brasil devido à ruptura acidental de uma tubulação e a uma onda de protestos que impedem o conserto do duto. "Temos uma redução da exportação em relação aos números de antes do acidente de 21 milhões de metros cúbicos, quando exportávamos uma média de 26 a 27 milhões", afirmou o gerente de Finanças da companhia petrolífera brasileira, Gustavo Mas, segundo a imprensa colombiana. Bloqueio Além do problema, há uma semana, os habitantes da província Gran Chaco, em Tarija, bloqueiam as estradas da região e a fronteira com a Argentina em uma disputa com a província de O´Connor para obter a jurisdição sobre o campo de gás de Margarita, operado pela hispano argentina Repsol YPF. A companhia Transredes, que administra a rede de dutos da Bolívia, informou que o conserto já teria sido feito se os manifestantes não estivessem no local. Assim, o envio de gás já estaria restabelecido, não somente ao Brasil, mas também à Tarija, onde 70% da população sofre cortes de energia elétrica e 30% de água. A Petrobras admitiu em uma nota que os danos no tubo afetado "são mais sérios do que se pensava", já que "foram detectadas fissuras em um trecho de 800 metros". Nova redução Além disso, o superintendente de Hidrocarbonetos da Bolívia, Hugo de la Fuente, antecipou na quarta-feira a possível redução do bombeio do hidrocarboneto ao Brasil e à Argentina por causa das imperfeições registradas no domingo no campo de San Antonio, no departamento de Tarija, provocadas pelas intensas chuvas. Números Em 2005, a Petrobras pagou US$ 591 milhões em conceito de impostos e royalties, o que representa US$ 277 milhões a mais que na gestão anterior e se explica pela aplicação de uma polêmica reforma petrolífera na Bolívia. O faturamento foi de US$ 1,18 bilhão e seu lucro líquido, de US$ 106,9 milhões. A Petrobras lidera o negócio de exportação de gás natural boliviano ao Brasil e participa da venda do hidrocarboneto à Argentina, além de administrar as duas principais refinarias nacionais. Atualmente, a companhia espera uma nova mudança de política que pretende negociar com o governo de La Paz, assim como o aumento do preço e do volume dos envios ao Brasil.

Agencia Estado,

06 Abril 2006 | 15h28

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