EPE: consumo de energia no País cresceu 5,2% no ano

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou hoje que o consumo de energia elétrica no País registrou um crescimento de 5,4% em fevereiro sobre o mesmo período do ano passado, atingindo o montante de pouco mais de 32 mil gigawatt-hora (Gwh). Segundo a EPE, com este resultado, o mercado fechou o primeiro bimestre do ano com crescimento de 5,2% e, no período acumulado de 12 meses até o mês passado, 5,6%. O crescimento do consumo residencial foi de 7%, o industrial de 4,2% e o comercial, de 5,1%.A estatística é resultado da coleta de dados feita pela EPE junto aos agentes de consumo do sistema elétrico nacional, compreendendo consumidores livres, consumidores cativos e demais consumidores, como os autoprodutores, que utilizam a rede de transmissão e distribuição para receber energia.De acordo com a estatística apurada pela EPE, o consumo cativo totalizou 23,9 mil GWh em fevereiro deste ano, representando 74,6% da energia distribuída. Já o consumo não cativo somou 8,2 mil GWh, correspondendo a 25,4% da mesma energia.Segundo a EPE, o aumento do consumo de energia no País é reflexo da conjuntura econômica, que continua favorável neste início de ano. "Indicadores da produção industrial disponibilizados pelo IBGE mostraram uma expansão da indústria geral de 8,5% em janeiro. As categorias bens de capital e bens de consumo duráveis continuaram se destacando, apontando taxas mensais de 14,7% e 15,7%". A EPE lembra que os dados do IBGE revelaram um crescimento de 5,2% na produção de eletrodomésticos da "linha branca", que já havia fechado o ano 2007 com expansão da ordem de 11%. Este seria o fato que puxou o crescimento do consumo residencial.Já o consumo industrial, que apontou crescimento de 4,2% em fevereiro, praticamente a mesma taxa do acumulado no bimestre do ano (4,1%), teve destaque nas regiões Nordeste e Sul, que registraram taxas respectivas de 6,3% e 8,6%. A região Centro-Oeste seguiu apresentando baixo crescimento, de apenas 1,2%, refletindo exclusivamente a redução, pela metade, do consumo de uma indústria do ramo de mineração na rede de distribuição que, em parte, foi suprido por co-geração.

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