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EPE: consumo total de energia recua 0,7% em setembro

O consumo de energia elétrica no Brasil caiu 0,7% em setembro de 2009 ante igual intervalo de 2008, de 33,35 mil gigawatts-hora (GWh) para 33,11 mil GWh, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No acumulado dos nove primeiros meses de 2009 em relação a igual período de 2008, a retração foi de 2,4%, para 285,93 mil GWh. No acumulado dos últimos 12 meses até o mês passado, a EPE informou uma diminuição de 1,2%, para 385,61 mil GWh. As informações constam na Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica da EPE do mês de setembro.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

23 de outubro de 2009 | 11h06

Segundo a autarquia, ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), o consumo industrial caiu 6,1% entre setembro de 2009 e igual mês de 2008, para 14,62 mil GWh. Apesar disso, a EPE informou que é "nítido o crescimento do consumo industrial", e que "a taxa negativa de 6,1% em setembro é a menor de 2009". "A recuperação do consumo industrial ocorre em todas as regiões, porém mais intensamente no Sudeste, onde foram mais intensos os efeitos da crise." A recuperação das metalúrgicas puxa o consumo em Minas Gerais e Espírito Santo.

O consumo residencial continua a exibir forte expansão e cresceu 7,6% em setembro de 2009 ante igual intervalo de 2008, para 8,41 mil GWh. "As taxas relativamente elevadas estão associadas à política anticíclica adotada pelo governo, especialmente de redução do IPI de equipamentos eletrodomésticos, favorecendo a aquisição de novos aparelhos", disse a EPE. Contribuiu também a expansão da base de consumidores na região Nordeste e o registro de temperaturas mais elevadas, 2ºC em média, no Sudeste no mesmo período - o consumo residencial na capital paulista, área da AES Eletropaulo, cresceu 9% em nesse intervalo.

O segmento comercial apresentou alta de 4,4% entre setembro de 2009 e setembro de 2008, para 5,32 mil GWh. Essa expansão está fortemente relacionada ao desempenho do Nordeste, cujo crescimento no período foi de 7,1%. "A abertura e a ampliação de pontos comerciais, muito deles de elevado padrão de consumo, têm sido a principal causa de sustentação de taxas elevadas de crescimento", informou a EPE, na resenha.

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