EPE eleva para 5,5% consumo anual de energia entre 2008 e 2017

O consumo de energia no Brasilvai crescer em média 5,5 por cento ao ano entre 2008 e 2017,segundo projeções do Plano Decenal Expansão de Energia,divulgado nesta quarta-feira pela Empresa de PesquisaEnergética (EPE). O plano anterior apontava para crescimento médio de consumode 5,1 por cento nesse período de dez anos. Segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, boa parteda mudança se deve a alterações na projeção de crescimentoanual médio do Produto Interno Bruto (PIB) feitas pela empresa,de 4,5 para 5 por cento. "Em 2017 estaremos com um consumo parecido com o do Chilehoje, isso quer dizer que melhorou, mas não é nadaexorbitante", declarou Tolmasquim. De 2008 a 2017, o crescimento do consumo na rede(consumidores em geral) será de 4,8 por cento, enquanto aauto-produção registrará incremento de 11,2 por cento. Paraeste ano, o estudo aponta para alta de 5,1 por cento noconsumo. A alta expressiva dos auto-produtores foi explicada por elecomo um sinal de aumento de eficiência da indústria brasileira. "Isso significa que deveremos colocar menos usinas na rede,é um sinal de aumento da eficiência, a indústria estáaproveitando rejeitos como bagaço, vapor e licor negro(celulose) para gerar energia", explicou. O executivo afirmou que, para atender ao aumento doconsumo, a oferta deverá crescer em 2.600 megawatts por anoentre 2008 e 2012. Já entre 2012 e 2017 será preciso mais 3.050megawatts. "Está havendo uma mutação no Brasil muito positiva, que nosaproxima dos países desenvolvidos, estamos crescendo mais commenor necessidade de energia", disse, explicando que antes cadaponto percentual no PIB significava aumento de 2 pontospercentuais no consumo de energia, "depois caiu para 1,5 eatualmente se aproxima de 1", informou. Os fatores que levariam a essa mudança de comportamentoseriam o aumento do crescimento econômico e a mudançaestrutural das indústrias, "que estão crescendo em setores queagregam mais valor". Ele observou ainda que o aumento de importação --estimuladapelo dólar fraco-- também reduz a necessidade de gerar maisenergia no Brasil, já que os produtos são produzidos fora dopaís. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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