EPE: Xingu, o País e o planeta ganham com Belo Monte

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou hoje que, no leilão do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, há três vencedores: a região do Xingu, no Pará (onde deverá ser construída a usina), o País e o planeta. Segundo ele, a região da usina ganhará com a injeção de recursos que surgirão com a construção da hidrelétrica e a implantação dos projetos socioambientais que serão exigidos do consórcio vencedor do leilão.

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

20 de abril de 2010 | 17h36

O País ganhará, porque será uma energia renovável e competitiva, disse Tolmasquim, referindo-se ao preço de R$ 77,97 por MWh. E, finalmente, ganhará o planeta, porque não haverá emissão de gases de efeito estufa como ocorreria se fossem construídas usinas termelétricas - o que aconteceria, segundo ele, caso não fosse adiante o projeto de Belo Monte.

Tolmasquim destacou ainda o deságio de 6,02% obtido no leilão. "Houve competição", disse, referindo-se ao fato de que os dois consórcios apresentaram propostas de preço.

Segundo o presidente da EPE, não há possibilidade de a obra sair mais caro do que os R$ 19 bilhões previstos. "O risco é do empreendedor, não é do consumidor. Eles (os integrantes do consórcio vencedor) terão que ser eficientes", afirmou.

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