Gunnar Rathbun/AP
Gunnar Rathbun/AP

Época de pesquisa de preços para Black Friday já passou, afirma economista do Idec

Especialista afirma que a busca de preços agora já está contaminada por altas artificiais e dá outras dicas para se prevenir de armadilhas

Talita Nascimento, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2018 | 19h07

O mês de novembro já não é o período ideal para garimpar preços. De acordo com a economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ione Amorim, passou a hora de fazer pesquisas para avaliar os descontos oferecidos na Black Friday. “A pesquisa feita hoje já está muito comprometida”, diz. Ela explica que nessa época os preços já podem ter sido artificialmente elevados para simular descontos.

Segundo a especialista, para quem se planeja e se dedica em tempo de pesquisa, a Black Friday pode, sim, ser uma boa oportunidade, mas sem monitoramento de preços prévios é difícil fazer bons negócios na data. O recomendado é que essa busca seja feita com cerca de três meses de antecedência. Ela acrescenta que o efeito manada na hora das compras pode levar o consumidor ao sentimento de “estar perdendo alguma coisa”, o que resulta em compras por impulso. “Muitas vezes a pessoa está comprando algo que ela não tem nenhuma necessidade, mas ela foi psicologicamente estimulada”, argumenta. 

Em transmissão ao vivo no Facebook, a economista tirou dúvidas a respeito de como se prevenir das armadilhas e falsas promoções. Além do planejamento das compras e do orçamento, algumas dicas práticas podem ajudar os consumidores a fugir de enganações. Vale lembrar também que no caso de não ter feito pesquisas anteriormente, existem ferramentas na internet que comparam preços no decorrer do tempo e são úteis para fugir valores contaminados. O Buscapé, Mais Barato Proteste e Já Cotei são exemplos dessas plataformas.

Não é hora de arriscar

“Às vezes, nos aplicativos que comparam preços, o valor mais baixo é de uma loja que você não conhece, o que pode ser um risco”. Ela explica que a época de mega promoções não é uma boa hora de buscar lugares sem reputação, o que pode gerar problemas com a entrega do produto.

Segurança digital

Verificar se o link possui um cadeado indicando um ambiente digital protegido e procurar recursos como cartão virtual podem ser saídas para evitar fraudes na web. No caso do cartão digital, os dados do usuário ficam resguardados, o que impede que sejam usados em compras indesejadas. Além disso, vale lembrar de não usar computadores públicos ou redes de wifi abertas, o que contribui para o roubo de dados.

Planejamento financeiro

Novembro é um mês estratégico para se preparar para os gastos do fim do ano atual e início do próximo. Não sair do planejado nessa data é importante para garantir a saúde financeira para o resto do ano. “Se vai ser possível gastar parte do orçamento, faça uma reserva, uma lista e estabeleça o quanto você está disposto a pagar”, aconselha Ione.

Descontos prolongados

Ione esclarece que a ideia da Black Friday são descontos em produtos de qualidade por um único dia. “Se a promoção começa muito antes e termina muito depois da Black Friday, qual é o preço real do produto?”, questiona. De acordo com a economista, essa pode ser uma pista de que o anúncio não é tão real quanto parece. 

Acesso liberado

O Estado vai liberar aos leitores todo o conteúdo de seu portal durante a edição da Black Friday de 2018, que acontece no dia 23 de novembro. A cobertura especial vai começar na meia-noite do dia 23 e permanecerá até 0h01 de 24 de novembro.

Os leitores vão contar com cobertura em tempo real, transmissões ao vivo dos repórteres da editoria de economia e informações exclusivas desta que é a principal temporada de compras do ano no Brasil, atrás apenas do Natal.

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