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Equador busca apoio para dar calote no BNDES

O Equador qualificou ontem de ?lamentáveis? e resultado de ?uma prática política condenável? as declarações do chanceler brasileiro, Celso Amorim, sobre a decisão de Quito de levar à arbitragem internacional uma dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Amorim disse que a medida foi ?um tiro no pé? porque o Brasil seria uma das poucas fontes de crédito dos equatorianos.?Nosso Estado é soberano e tem o direito de ir a arbitragens quando considerar que um contrato afeta seu interesse nacional?, disse o ministro de Segurança equatoriano, Gustavo Larrea. ?Se um país condiciona suas fontes de financiamento a que o Equador não tenha direito de exigir seus interesses, não nos interessa. Essa é uma prática política condenável.?Quito não quer pagar 30% de sua dívida externa de US$ 10 bilhões. Desse montante, US$ 242,9 milhões correspondem a recursos emprestados pelo BNDES para financiar obras da Odebrecht. Quito começou na terça-feira uma campanha internacional para conseguir apoio. Seus enviados já estão na Argentina e no Chile e devem viajar para os EUA e o Peru. Outros governos, como o do venezuelano Hugo Chávez, já manifestaram sua solidariedade a Quito. ?Esse é um caso típico de colonialismo econômico?, disse Chávez num encontro com líderes da região em novembro, quando foi anunciado que Venezuela e Bolívia também poderiam ?auditar? suas dívidas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

RUTH COSTAS, Agencia Estado

11 de dezembro de 2008 | 08h37

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