Equador diz que irá renegociar alguns contratos de petróleo

O Equador disse no sábado que planeja renegociar alguns contratos de petróleo para impulsionar o recebimento estatal de produto de empresas estrangeiras que operam no quinto maior produtor de petróleo da América do Sul. O presidente Rafael Correa, aliado do venezuelano Hugo Chávez, disse que o país começou a desenhar uma estratégia para renegociar os contratos estrangeiros de petróleo. "Nós iremos renegociar contratos em que, em média, recebemos apenas 20% do petróleo que eles retiram do solo", afirmou Correa em seu comunicado semanal no rádio. Ele não detalhou quantos contratos planeja renegociar e em quanto quer aumentar a parcela do governo desses contratos. O presidente disse ainda que o Equador planeja desenvolver o projeto Ishpingo-Tambococha-Tuputini, ou ITT, um grande campo petrolífero na Amazônia. "Em princípio, nós vamos desenvolver o ITT, mas com pouco impacto ambiental", afirmou Correa, sem informar quando o desenvolvimento começará ou se será leiloado a empresas privadas. Segundo Correa, o campo, que possui cerca de 900 milhões de barris em reservas, pode gerar até US$ 1 bilhão em receita para o Estado a cada ano. O chefe da empresa estatal de petróleo, Petroecuador, disse em janeiro que várias empresas latino-americanas, incluindo a Petrobras e a venezuelana PDVSA, estavam interessadas em formar um consórcio para desenvolver o ITT. O campo exige um investimento de cerca de US$ 3 bilhões.

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