Equador eliminará gradualmente salvaguardas nas importações

Presidente equatoriano avisa que manterá tarifas para produtos estrangeiros para 'proteger produção nacional'

Efe,

19 de dezembro de 2009 | 23h30

O presidente equatoriano, Rafael Correa, anunciou neste sábado, 19, que eliminará gradualmente as salvaguardas que aplicou no começo deste ano para proteger a produção nacional dos impactos derivados da crise financeira internacional, mas que manterá as tarifas a produtos estrangeiros.

 

"Vamos levantar (suprimir) certas salvaguardas, mas também vamos continuar protegendo nossa produção nacional", afirmou em seu habitual programa de rádio e televisão dos sábados.

 

Correa insistiu em que "o maior perigo desta crise foi o setor externo", por isso que se viu obrigado a aplicar salvaguardas tarifárias a mais de mil produtos, para evitar a queda da produção nacional.

 

O presidente qualificou de bem-sucedida essa estratégia, que evitou uma saída maciça de divisas, já que no começo se tinha a meta de reduzir as importações em US$ 1,450 bilhão, mas que atingiu US$ 1,5 bilhão; ou seja, quase 39% das compras afetadas pelas salvaguardas.

 

No entanto, essa medida afetou o comércio com os países andinos, sobretudo certas importações da Colômbia e Peru, por isso que o Equador retirará paulatinamente as restrições, acrescentou.

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