Equador nega redução do pagamento da dívida externa

O ministro da Economia do Equador, Ricardo Patiño, negou que vá reduzir o pagamento da dívida externa. Ele afirmou que o montante destinado ao pagamento em 2007 é o previsto, embora seja menor que o pago no ano passado pelo governo de Alfredo Palácio.O pagamento do serviço da dívida externa neste ano custará US$ 2,738 bilhões, quase US$ 1 bilhão a menos que em 2006.O ministro explicou que, em 2006, Palacio havia orçado opagamento de US$ 2,359 bilhões, mas pagou US$ 3,78 bilhões no serviço da dívida externa, cujo valor chega a US$ 10,3 bilhões.Segundo Patiño, no governo de Rafael Correa "a dívida não tem a importância que teve no governo anterior" e o Equador buscará efetuar certas operações para que a carga do endividamento "pese menos" no orçamento.No ano passado, o pagamento do serviço da dívida externarepresentou 38% do orçamento do país. Em 2007, serão 28%,acrescentou o ministro. A meta é chegar a 20% até 2009.Pelo projeto de orçamento do governo, atualmente no Congresso, o que o Estado deixar de pagar em excesso da dívida externa será destinado ao investimento social e produtivo.O orçamento do Estado, segundo o projeto, chega a US$ 9,768bilhões, 4,4% a menos que os US$ 10,217 bilhões do governo anterior.Com a redistribuição, o investimento social aumentará 17,4%, de US$ 2,289 bilhões para US$ 2,688 bilhões. Também aumenta o orçamento para o investimento produtivo, para US$ 789,17 milhões, 20,13% a mais que no ano passado.Patiño também informou que o governo vai iniciar uma "auditoria" da dívida externa. Segundo uma comissão criada há dois anos, o Equador pagou nos últimos 20 anos até 10 vezes mais que o montante atual de sua dívida.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.