Equador vai processar petrolífera norte-americana

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse neste sábado, 17, que vai processar a Occidental Petroleum pela intenção da empresa de prejudicar a imagem do país diante da comunidade internacional ao assegurar que a nação confiscou seus ativos em maio do ano passado. O quinto produtor de petróleo da América do Sul cancelou os contratos de exploração e exportação de petróleo e reestatizou áreas de concessão da empresa norte-americana, alegando violações contratuais quando a Occidental transferiu parte de um bloco de petróleo à canadense EnCana sem prévia autorização do Ministério da Energia. "A Occidental nos causou danos no exterior. Vamos abrir os processos judiciais necessários pelos danos e prejuízos que ela provocou ao país", garantiu o mandatário em seu programa de rádio semanal. Correa, um nacionalista de 43 anos, no cargo desde 14 de janeiro, disse que a Occidental está desprestigiando o país andino com afirmações que não correspondem à realidade, pelo que será processada em tribunais locais e internacionais. A Occidental apresentou contra o Equador uma queixa, no valor de US$ 1 bilhão, em um tribunal de arbitragem ligado ao Banco Mundial, exigindo a devolução dos ativos confiscados. "(A Occidental) disse que aqui confiscamos os bens, mas não disse que rompeu o contrato de hidrocarbonetos. Não permitiremos que uma multinacional arrogante, prepotente e desrespeitosa do marco legal equatoriano prejudique a imagem do país", afirmou Correa, que reiterou que iniciará uma revisão dos contratos da área de petróleo e mineração.

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