José Luiz da Conceição/Estadão
José Luiz da Conceição/Estadão

Equatorial compra distribuidora de energia do Amapá em leilão sem concorrência

Valor simbólico da outorga foi de estabelecido em R$ 50 mil; com a aquisição da CEA, a Equatorial terá uma outorga de 30 anos para atender 16 municípios do Amapá

Wilian Miron, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2021 | 17h24

A Equatorial Energia foi a única participante do leilão de privatização da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) e comprou a estatal nesta sexta-feira, 25, após oferecer um índice combinado de deságio de 0%. O valor simbólico da outorga foi de estabelecido em R$ 50 mil.

A empresa era apontada por analistas de mercado como uma das favoritas a comprar o ativo, uma vez que o grupo tem experiência na recuperação de companhias em dificuldades financeira e operacional. 

A distribuidora vinha sofrendo com dívidas que superavam os R$ 2 bilhões e a caducidade de sua outorga, devido à baixa qualidade dos serviços prestados. Após renegociações feitas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), baixou para R$ 1,2 bilhão.

Com a aquisição da CEA, a Equatorial terá uma outorga de 30 anos para atender 16 municípios do Amapá. Hoje a empresa tem 222,9 mil unidades consumidoras conectadas e atende a uma população de 829,4 mil, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Desta maneira, a Equatorial terá que realizar um aumento de capital de R$ 400 milhões na distribuidora, sendo que parte deste dinheiro irá para pagamento de credores da empresa e a outra para reforço na estrutura de capital.

Segundo o presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, a chegada do grupo ao Amapá deve causar um impacto positivo de R$ 4 bilhões ao Estado, por conta dos investimentos necessários na empresa e do pagamento de dívidas que a distribuidora carrega.

“O ativo faz muito bem para o nosso portfólio. Temos hoje dimensão continental, e estamos agora do Oiapoque ao Chuí, o que nos deixa orgulhosos e aumenta nossa responsabilidade com o desafio”, disse o executivo.

Conforme cálculos do BNDES, a modelagem feita prevê investimentos da ordem de R$ 2,4 bilhões em 30 anos, sendo que nos primeiros cinco devem ser aportados pelo menos R$ 450 milhões para melhorar a qualidade dos serviços prestados.

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