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Equilíbrio entre carreira e vida define atuação profissional

As novas relações de trabalho transformaram medidas de avaliação de competências e exigem maior atenção dos profissionais para o equilíbrio entre carreira e vida, na visão do professor Luiz Carlos de Queirós Cabrera, da EAESP/FGV.Para ele, num cenário em que o mundo do trabalho mudou - com a transição do conceito de emprego para trabalho -, os modernos critérios de avaliação da performance profissional também se modificaram. "Atualmente, exige-se do profissional a capacidade de lidar, cada vez mais, com o ineditismo das situações; não basta ter respostas prontas para tudo, é preciso saber fazer novas perguntas", observa o professor.No último dia 30 de junho, na Fundação Getulio Vargas, durante o IV Painel AE Gestão & Carreiras, com o tema "Carreira e vida: um equilíbrio fundamental", promovido pela Agência Estado em parceria com o Programa de Educação Continuada da Escola de Administração de São Paulo da EAESP FGV, Cabrera fez um convite a uma platéia de mais de 100 executivos dos mercados financeiro e empresarial para refletir o contexto atual das relações do trabalho e suas implicações.Cabrera, que é engenheiro metalúrgico graduado pela Mauá e pós-graduado em Administração pela EAESP/FGV e University of Southern Califórnia, ressaltou que é preciso atentar para o fato de que há uma relação cada vez mais direta entre performance, projeto de vida, projeto de carreira e saúde - fundamental para atuar no novo mundo do trabalho.Segundo ele, que é sócio-diretor da Panelli Motta Cabrera & Associados, empresa especializada em contratação de executivos, sócia brasileira do The Amrop Hever Group e chairman da América Latina e membro do Executive Board do The Amrop Haver Group, atualmente, a competência é avaliada pela capacidade do profissional de dar respostas aos desafios em um ambiente em que há mais probabilidade de ocorrer eventos inéditos do que previsíveis.?Na solução de eventos inéditos é preciso ter abstração, saber fazer as perguntas. Foi-se o tempo em que apenas a experiência acumulada, os anos de trabalho numa mesma empresa, a obediência e cumprimento de regras eram a moeda de avaliação das competências. Nesse contexto, entra a necessidade de equilíbrio entre carreira e qualidade de vida. ?Estamos falando do conceito de ?integridade?, em que não há mais separação entre o mundo do trabalho e o pessoal.?Cabrera lançou as perguntas fundamentais que o profissional deve fazer: tenho um projeto de carreira? Tenho me dedicado a me conhecer? Sei como estou sendo avaliado? Em que estágios estão meus ciclos desenvolvimento? O professor insistiu na necessidade de fechar os ciclos de atividades, vivendo-as com intensidade e citou cinco itens do desenvolvimento da pessoa: trabalho, família, amigos, saúde e ?alma?.Ele destacou que, entre todas elas, o trabalho é a mais "maleável", permitindo ao executivo recomeçar sempre, como se fosse uma bola de borracha, que pode ser deslocada sem quebrar. O que não acontece com os demais aspectos da vida, comparados por Cabrera como frágeis bolas de vidro. "Sendo assim, é importante estabelecer uma hierarquia de valores na vida, tendo em vista que nem tudo é passível de troca, como a família, os amigos, a saúde e a alma."O IV Painel AE Gestão & Carreiras integra o Programa de Formação de Executivos desenvolvido pela Agência Estado, em parceria com entidades nacionais e internacionais. O evento encerrou a programação do semestre que teve edições realizadas com o Ibemc São Paulo, Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA/USP), Fundação Dom Cabral e Fundação Getúlio Vargas.

Agencia Estado,

04 de julho de 2005 | 16h56

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