Equipamento pode ir para São Paulo, Brasília ou Petrópolis

Escolha da cidade dependerá da presença de instituição de pesquisa e da capacidade de fornecimento de energia

PARIS, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2013 | 02h08

O Ministério da Ciência e Tecnologia estuda três cidades, Brasília, São Paulo e Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, para definir qual delas receberá o supercomputador a ser adquirido da França. Os critérios para a escolha envolvem desde a adaptação do instituto ou universidade em que a máquina será instalada até a capacidade de a cidade fornecer energia elétrica ao equipamento, que pode consumir o equivalente a um município de 80 mil habitantes.

Envolvido nas negociações, Achilles Zaluar, ministro conselheiro da embaixada do Brasil em Paris, diz que a definição da cidade que receberá o supercomputador passa pela capacidade instalada de fornecimento de eletricidade. "É preciso definir a fonte de energia, porque um computador desses consome demais", explica.

Ainda assim, ressalta o embaixador José Maurício Bustani, a relação custo-benefício de um calculador de alta velocidade "é imensa", beneficiando de escolas públicas a empresas públicas e privadas de alta tecnologia. "O importante é o salto tecnológico a baixo custo e com impacto em todas as áreas estratégicas, sociais e econômicas. Esse computador serve para tudo, porque seus cálculos são tão rápidos que as capacidades de simulações são extraordinárias", reitera. "É uma tecnologia que dará capacidades inéditas ao Brasil. Nossos cientistas poderão trabalhar na exploração de petróleo pela Petrobrás ou em todas as simulações necessárias para um novo projeto de avião da Embraer. Se forem geniais, terão capacidade para planejar um programa espacial, por exemplo."/ A.N.

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