Equipe do FMI deve ir ´muito em breve´ à Argentina

O subsecretário do Tesouro dos EUA para Assuntos Internacionais, John Taylor, disse que o Fundo Monetário Internacional (FMI) pode enviar uma equipe de negociadores à Argentina "muito em breve", para estabelecer as bases da retomada dos créditos da instituição àquele país.Segundo Taylor, os representantes do governo argentino que visitaram Washington nesta semana causaram boa impressão, tanto no governo dos EUA quanto no FMI. Como resultado, o FMI deve enviar uma missão de negociadores a Buenos Aires."Isso poderá acontecer muito em breve", afirmou Taylor. Para ele, a Argentina ainda precisa desenvolver um plano sustentável de recuperação, mas tem "uma equipe econômica muito boa, que sabe o que precisa ser feito. Tenho a expectativa de que eles sejam capazes de resolver as coisas".Plano de recuperaçãoO subsecretário disse esperar que o governo da Argentina prepare um plano de recuperação econômica nas próximas semanas. "Acho que a Argentina preparou um plano que envolve muitos detalhes nas áreas de orçamento e câmbio. Nas próximas semanas, eles vão dar mais detalhes sobre todas as suas propostas. Alguns dos pontos do Orçamento exigem mais detalhes", acrescentou.Em reunião com congressistas norte-americanos, Taylor disse que a administração Bush não vê, no momento, nenhum obstáculo legal à retomada de créditos à Argentina. As leis dos EUA exigem que o governo vete créditos a qualquer país que confisque propriedades de cidadãos ou de empresas norte-americanos.Segundo Taylor, embora várias empresas dos EUA tenham manifestado preocupação quanto a se serão tratadas de forma justa na Argentina, o país não fez nada até agora que justificasse um veto a novos créditos.DolarizaçãoO subsecretário disse ao Comitê Econômico Conjunto do Congresso dos EUA que o governo norte-americano vai manter-se atento a essa questão. "Eles precisam tratar de forma justa todos os investidores, de modo que não haja discriminação em todas essas questões", afirmou.Taylor também esclareceu que sua defesa de uma dolarização na Argentina, feita na semana passada diante de outro comitê do Congresso, é apenas uma opinião "pessoal" e, por não ser a posição oficial do governo dos EUA, não foi transmitida aos funcionários argentinos que estiveram em Washington nesta semana.Leia o especial

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