Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Equipe econômica de Bolsonaro avalia Pedro Guimarães para Caixa ou BB

Economista e sócio do banco Brasil Plural é especialista em privatizações e faz parte da equipe de voluntários que ajudam na transição do novo governo

Luisa Marini, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2018 | 11h20

BRASÍLIA - O economista Pedro Guimarães, sócio do banco Brasil Plural, é um nome que está sendo estudado para compor a equipe econômica do futuro governo de Jair Bolsonaro, mas, segundo uma fonte da transição governamental, ainda não há definição de qual seria o cargo a ser ocupado por ele. "Está sendo estudado (o nome dele). Pode ser Caixa, Banco do Brasil. Ele (Pedro) é super cotado, mas não foi convidado", disse a fonte.

Conforme noticiou o Estadão/Broadcast, Pedro Guimarães teria sido convidado para comandar a Caixa Econômica Federal e já teria aceitado. Porém, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, na quarta-feira, 21, quando questionado sobre o tema, disse que ainda não tinha definição. Uma outra hipótese seria Guimarães assumir a Secretaria de Privatizações, que deve ser criada no futuro governo.

Segundo essa mesma fonte da transição, existem três ou quatro nomes que poderiam ir para qualquer cargo definido pela equipe econômica. Entre essas pessoas citadas, além de Pedro Guimarães, estaria o atual presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro, que já teve o nome cotado para o BB; Rubem Novaes, ex-diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e o economista Carlos Alexandre da Costa, que já integra a equipe de transição do grupo de Guedes.

Guimarães é especialista em privatizações e trabalhou no BTG Pactual ainda quando o futuro ministro da Economia era sócio do banco de investimento. Ele é um dos executivos do mercado financeiro que fazem parte do grupo de voluntários que estão em Brasília para ajudar na transição do novo governo.

Na equipe, é um dos responsáveis por fazer o levantamento das estatais que podem ser vendidas na gestão Bolsonaro. O Banco Brasil Plural e o Bank of America Merril Lynch fizeram recentemente um estudo apontando que o governo pode levantar de R$ 500 bilhões a R$ 800 bilhões só com a venda de estatais.

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