Fernando Souza/AFP
Fernando Souza/AFP

Equipe prepara duas versões para Bolsonaro avaliar proposta de Previdência de militares

O vice-presidente, Hamilton Mourão, chegou a dizer que a proposta dos militares geraria economia de R$ 13 bilhões em 10 anos, mas disse que em seguida que o cálculo estava errado

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2019 | 15h21
Atualizado 19 de março de 2019 | 17h07

BRASÍLIA - Ao menos duas versões da proposta de Previdência dos militares estão em fase de revisão para serem enviadas ao presidente Jair Bolsonaro ainda nesta terça-feira, 19. Segundo fontes, a ideia é que o presidente analise as opções durante viagem de retorno dos Estados Unidos para o Brasil.

Desta forma, Bolsonaro chegaria mais preparado para bater o martelo sobre o projeto durante reunião com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, que acontecerá na quarta-feira, 20, pela manhã no Palácio da Alvorada. Se tudo ocorrer dentro do esperado e sem grandes alterações, a expectativa é que a proposta seja entregue ao Congresso por volta das 14h30.

Ainda não foi acertado se Bolsonaro fará isso pessoalmente. Integrantes do Planalto avaliam que foi equivocado fixar a data de entrega para esta quarta, já que o presidente terá que correr para dar o aval sem maior necessidade. Na prática, isto não deve impactar a tramitação da reforma da Previdência nesta semana, pois a Comissão de Constituição e Justiça não deve se reunir no dia seguinte.

A área de protocolo da Câmara funciona até 18h30. Mais cedo, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, não garantiu que a proposta será enviada amanhã à tarde. "Um passo de cada vez", ponderou. Ele se reuniu com o presidente da República em Exercício, Hamilton Mourão, para mostrar o projeto.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, chegou a dizer que a proposta dos militares geraria economia de R$ 13 bilhões em 10 anos, mas disse que em seguida que o cálculo estava errado. "Está errado meu número, está errado", limitou-se a dizer Mourão, ao voltar ao Palácio do Planalto, após participar da cerimônia de posse do novo presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro Marcus Vinicius Oliveira dos Santos. Mourão não esclareceu o motivo do engano nem fez novas previsões. 

Ele reforçou que a proposta está pronta, mas ainda depende do aval do presidente Bolsonaro. "Já está tudo ajustado, vai apresentar para o presidente amanhã para o presidente fechar esse pacote. Não tem nada que tenha que definir por parte do Ministério da Defesa, só a decisão presidencial agora", disse Mourão.

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