JOEDSON ALVES/REUTERS-16/12/2014
JOEDSON ALVES/REUTERS-16/12/2014

Era Tombini no BC: do menor juro da história ao estouro da meta de inflação

Em pouco mais de cinco anos à frente da autarquia, Tombini chegou a derrubar os juros para o menor patamar da história, 7,25% ao ano, e agora entrega a Selic em 14,25%; em 2015, teve de explicar porque a inflação voltou aos dois dígitos

O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2016 | 08h55

SÃO PAULO - Primeiro funcionário de carreira a se tornar presidente do Banco Central, Alexandre Tombini participou nesta quarta-feira, 8, da sua última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Os juros básicos foram mantidos em 14,25% ao ano e, com isso, Tombini entregou a Selic no maior patamar de toda sua gestão, em um dos piores momentos da história da economia brasileira. Seu sucessor, Ilan Goldfajn, foi aprovado pelo plenário do Senado essa semana e toma posse na tarde de hoje.

A era Tombini no BC foi marcada por diversas polêmicas, como a derrubada dos juros em 2012 para 7,25% ao ano, o menor patamar da história. A decisão, classificada como insustentável por analistas, fazia parte da então Nova Matriz Econômica, política adotada no primeiro mandato de Dilma Rousseff e que fracassou na tentativa de estimular a economia.

O mercado financeiro sempre criticou a atual gestão do BC por enxergar interferência do governo na definição da taxa de juros. Nas eleições presidenciais de 2014, a autonomia do BC na definição da política monetária foi tema de debate entre os candidatos.

Nos pouco mais de cinco anos à frente da autarquia, Tombini não conseguiu entregar a inflação dentro do centro da meta, que atualmente é de 4,5%. Em 2015, precisou escrever uma carta ao ministério da Fazenda para explicar os motivos que levaram o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a fechar acima da margem de tolerância, de até 6,5%. O IPCA terminou o ano passado com alta de 10,67%, a maior taxa desde 2002.

Agora Tombini deve assumir o cargo de diretor executivo no Fundo Monetário Internacional (FMI), no lugar do economista Otaviano Canuto, que foi convidado. para atuar como representante do Brasil no Banco Mundial. 

Relembre a trajetória de Tombini no BC:

 

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