Coluna

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Ermírio defende ajuda também para as geradoras de energia

O empresário Antonio Ermírio de Moraes, presidente do Grupo Votorantim, disse hoje à Agência Estado que o ideal é que o governo ajude não só o setor distribuidor de energia como também o gerador. ?Sem ampliação da geração o País terá dificuldades em promover crescimentos econômicos entre 4 a 5% ao ano?, disse. ?Os 7,5 mil megawates que temos de sobra hoje seriam facilmente consumidos com o crescimento. Na área de energia temos sempre que estar pensando no futuro".Ermírio disse que o setor de geração é 90% do governo e precisa também de ajuda. "Todos sofreram com o apagão. As empresas perderam receita. É necessário que o Governo entenda que o setor de geração também é importante e deve ser prestigiado, até para que os investidores internacionais vejam que aqui se investe em energia elétrica", disse. Ermírio salientou que o Governo entendeu as dificuldades do setor, causadas basicamente pelo apagão. "Nós da iniciativa privada também estamos trabalhando nesta linha. No caso da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que detemos o controle em companhia do Bradesco e Camargo Corrêa, nós vamos capitalizá-la para que se recupere do apagão.A Companhia Brasileira de Alumínio, do Grupo Votorantim, por exemplo, adquiriu uma parte da participação da CPFL na construção da hidrelétrica de Campos Novos, no rio Canoas, que deverá estar gerando energia a partir de janeiro de 2006. Investimos neste negócio R$ 58 milhões que pagamos na semana passada", disse. A hidrelétrica de Campos Novos terá a maior barragem do Brasil, com 202 metros de altura, "algo realmente fantástico", explicou o empresário, anunciando que a CBA também tem participação na construção da hidrelétrica de Braço Grande, no rio Pelotas, também afluente do Rio Uruguai, no Sul do País. Leia também: Comunicado do BNDES detalha ajuda às empresas elétricas Governo anunciará socorro de R$ 4,9 bilhões às elétricas Texto

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