Erro na política econômica leva à queda do PIB, critica Fiemg

A queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2003 em 0,2%, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi motivada por erros do governo federal em adotar medidas na intensidade e tempo adequados no sentido de promover o crescimento econômico do Ppaís. A avaliação é do presidente do Conselho de Política Econômica da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Lincoln Gonçalves. De acordo com ele, a equipe econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi "inteligente" no primeiro semestre do ano passado, quando realizou um "rearranjo da casa". "Houve uma ação inteligente do governo no sentido de recuperar a credibilidade internacional no primeiro semestre", diz. No entanto, conforme Gonçalves, as ações deveriam ter seguido o rumo do "ajuste fino" destas medidas já a partir do segundo semestre do ano. Resultados e perspectivasEle lembra que o resultado da política adotada não só significaram a queda do PIB como também o aumento do endividamento público, a queda do poder aquisitivo da população e o aumento do desemprego. Para o dirigente da Fiemg, a equipe econômica tem que estar atenta aos impactos negativos dessas medidas, principalmente quando as perspectivas, já expressas ontem pela ata da última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), são de que as taxas de juros não deverão seguir a trajetória de queda esperada. Conforme Lincoln Gonçalves, o que o setor produtivo espera para 2004 é que sejam criadas condições adequadas para o crescimento econômico e a geração de empregos. "É preciso que o governo passe a ter uma atitude mais firme em termos de desenvolvimento do que foi no primeiro ano de governo, ou então continuaremos a observar os frutos negativos desta política, como o aumento do endividamento público. Há coisas que apenas a política monetária não resolve", conclui.

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