Esboço de acordo de Doha pode sair até o fim do mês, diz Lamy

O chefe da OrganizaçãoMundial do Comércio (OMC) disse na quinta-feira ser possívelque a rodada de negociações de Doha estipule as diretrizes deum acordo até o final de junho ou o começo de julho. Ministros das maiores potências comerciais acertaram emParis, na semana passada, tentar chegar a um esboço de acordoaté o final do mês. A Rodada de Doha visa abrir o comérciomundial e ajudar os países em desenvolvimento e encontra-se emseu sétimo ano. "Acho que isso é possível, mas não tenho certeza sobre seocorrerá", disse o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, em umdiscurso proferido durante uma conferência realizada emEstocolmo. O objetivo consiste em selar um acordo definitivo até ofinal do ano. Por várias vezes já se considerou que asnegociações, que pretendem ajudar os países pobres a exportarmais, estariam condenadas ao fracasso. "O ambiente hoje é mais protecionista do que dez ou 20 anosatrás", disse Lamy. Saber se os ministros conseguirão ou não atingir sua metaaté o final de junho ou o começo de julho depende de avançosnas intensas consultas realizadas em Genebra nesta semana e napróxima a fim de preparar o terreno para tanto. Diplomatas e autoridades disseram na quarta-feira que essasnegociações avançavam pouco devido a impasses na questão docorte das tarifas que incidem sobre os produtos manufaturados,e em especial na questão do tratamento especial a ser dado aospaíses em desenvolvimento. No entanto, autoridades de alto escalão continuavam adirimir as diferenças a respeito de pontos altamente técnicosnas negociações sobre os produtos agrícolas. Os 152 países-membros da OMC decidiram tentar concluir aRodada de Doha até o final do ano, antes de um novo presidenteassumir o poder nos EUA. Porém, a fim de ter tempo suficiente para negociar osdetalhes de um tratado amplo, os ministros precisam tomardecisões políticas de peso até o período de férias do verãoeuropeu. Na quinta-feira, Lamy afirmou que a conclusão da Rodada deDoha é necessária para que o mundo passe a tratar de "desafiosmais complexos e provavelmente maiores", como as mudançasclimáticas.

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