Escalada do conflito no Oriente Médio eleva petróleo

Os mercados internacionais iniciam a semana imersos num clima de nervosismo e acumulando perdas diante da escalada do conflito no Oriente Médio, o temor de que ela se espalhe para outros países da região, e a conseqüente alta dos preços do petróleo, que voltaram a quebrar recordes altistas. As principais bolsas de valores européias operam em baixa. Com o petróleo em alta, foram renovadas as preocupações com a inflação num momento em que Estados Unidos, Europa e Japão realizam movimentos de alta dos juros.Forças israelenses ampliaram seus ataques ao norte do Líbano, acentuado o receio de que o próximo alvo seja a Síria. O grupo Hezbollah também intensificou o lançamento de seus mísseis contra o território israelense, atingindo Haifa, a terceira maior cidade do paísDiante desse agravamento da situação numa região responsável por mais de 30% do abastecimento mundial de petróleo, os preços da commodity continuam pressionados e testando novos recordes, a exemplo do que ocorreu na semana passada. Em Londres, o preço do barril Brent com entrega para setembro atingiu o preço de US$ 78,13, mas recuou ligeiramente em seguida. Em Nova Iorque, o preço do barril com entrega para agosto chegou a bater nos US$ 77,55, acima do recorde de US$ 77,03 registrado na sexta-feira passada. Analistas observam que diante da situação no Oriente Médio, os preços da commodity poderão ultrapassar a marca dos US$ 80 por barril nesta semana. Segundo eles, a oferta e a demanda mundial de petróleo continua muito equilibrada e o potencial de problemas no abastecimento por países produtores do Oriente Médio tende a elevar os preços, como está acontecendo neste momento. Bolsas Asiáticas em quedaO mercado acionário de Hong Kong fechou esta segunda-feira em queda pelo terceiro pregão consecutivo, seguindo a tendência das bolsas da região, influenciadas pelas preocupações quanto ao Oriente Médio e à possibilidade de novos testes nucleares por parte da Coréia do Norte. O índice Hang Seng recuou 0,4%.A bolsa da China encerrou em alta, com o retorno dos investidores ao mercado depois que uma elevação dos juros, esperada para o final de semana, acabou não acontecendo. O índice Xangai Composto avançou 1,1% e o Shenzen Composto ganhou 1,4%. Os investidores agora aguardam a divulgação do crescimento do PIB no segundo trimestre, prevista para esta noite. Uma fonte do China Minsheng Banking disse que a diretoria do banco aprovou para setembro uma emissão de 3 milhões de ações tipo "A", por um total de 12 milhões de yuan. Segundo analistas, caso seja feita na bolsa, a oferta pode enxugar grande parte da liquidez do mercado. Os papéis da maior refinaria de petróleo da Ásia, a China Petroleum & Chemical, mais conhecida como Sinopec, fecharam em alta de 2,1%. A moeda chinesa se desvalorizou, com o dólar cotado a 7,9992 yuan no sistema automático de preços, contra 7,9963 na sexta-feira.A elevação dos preços do petróleo e as tensões geopolíticas levaram a bolsa de Taiwan a uma queda de 2,7% nesta segunda-feira e o Taiwan Weighted fechou no nível mais baixo dos últimos sete meses. O mercado taiwanês já perdeu 6,4% nas últimas cinco sessões. Os papéis da Taiwan Semiconductor Manufacturing tiveram baixa de 2,4%.Na Austrália, a bolsa teve seu terceiro pregão consecutivo de queda, com o índice S&P/ASX 200 recuando 0,2%. Apesar do declínio, a bolsa iniciou um movimento de recuperação no final do dia, em meio à expectativa de que as pressões do G8 possam amenizar o conflito no Oriente Médio.A cotação do petróleo e o conflito entre Israel e Líbano também foram as causas da queda da bolsa filipina, chegando a ofuscar uma onda de boas notícias domésticas. A mais recente dessas notícias foi a divulgação, pelo governo, de um expressivo superávit orçamentário em junho. O PSE Composto caiu 1,6%. As ações da Philippine Long Distance Telephone Co. foram as mais negociadas, encerrando com uma desvalorização de 3%.Na Malásia, o índice composto de 100 blue-chips caiu 1,2%, com os investidores preocupados com o declínio em Wall Street sexta-feira por causa da piora da situação no Oriente Médio, causando novo recorde de alta do preço do petróleo. A bolsa da Coréia do Sul não funcionou hoje devido a um feriado. As informações são da Dow Jones.

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