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Escândalo no Rio envolve alemães

Viagem de incentivo inclui visitas a prostitutas

O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2011 | 03h01

A Wüstenrot, mais antiga construtora da Alemanha, ficou constrangida com as revelações de que vários de seus funcionários teriam visitado um bordel durante uma viagem ao Rio de Janeiro paga pela empresa como forma de recompensá-los pelos serviços prestados.

A empresa disse em nota que estava verificando se os seus funcionários teriam violado individualmente o código de conduta da sociedade durante os seis dias de viagem, de 27 de abril a 2 de maio do ano passado, organizada para "promover e recompensar o desempenho particularmente excelente obtido por nossa equipe de vendas".

De acordo com uma reportagem publicada na edição de terça-feira do diário Handelsblatt, a empresa levou 50 de seus funcionários ao Rio. Posteriormente, os auditores da empresa descobriram que um grupo de 14 a 20 deles tinha visitado a boate Barbarella, frequentada por homens que procuram prostitutas. Ao menos três funcionários, entre eles membros do alto escalão da empresa, teriam ido com prostitutas para os quartos, de acordo com o jornal.

"A festa foi animada nos corredores do hotel", teria dito um participante à reportagem do Handelsblatt. "A polícia brasileira deteve um de nossos diretores na praia, à noite, na companhia de uma prostituta." Fontes próximas à empresa disseram que a Wüstenrot tinha organizado um passeio de ônibus pelo Rio, após o qual até duas dúzias de integrantes do grupo teriam decidido por conta própria ir até a boate em busca de prostitutas. Cerca de 40 funcionários que participaram da viagem já prestaram depoimento.

De acordo com o jornal, a guia do passeio recomendou a boate aos funcionários. "As portas do ônibus se abriram e metade do grupo desembarcou", teria dito um deles ao jornal. "Pensei: é inacreditável que a Wüstenrot esteja nos transportando para um bordel." De acordo com a Wüstenrot, o itinerário oficial incluía pontos como o Pão de Açúcar e o Maracanã.

A empresa disse que as atividades noturnas de alguns de seus funcionários eram de responsabilidade desses indivíduos e que adotaria medidas disciplinares contra a equipe se fossem confirmadas as suspeitas.

Para evitar uma repetição do episódio, a Wüstenrot cancelou as visitas corporativas a destinos "exóticos". "Como medida inicial, decidimos que, a partir de 2012, as viagens de incentivo terão como destino apenas locais na Alemanha", disse a empresa. / DER SPIEGEL

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