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Escola repensa espaços na retomada durante a pandemia

Integração entre salas de aula ao ar livre e tecnologia de ponta está entre as apostas de construtoras e arquitetos

Coelho da Fonseca, Media Lab Estadão
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10 de agosto de 2020 | 16h27

Quando se fala em retorno às aulas, com o número de mortos pela pandemia do novo coronavírus na marca dos 100 mil, as dúvidas são muitas e as certezas poucas. Enquanto as escolas estão repensando seus espaços e incorporando medidas para receber os estudantes em setembro, os novos projetos de instituições de ensino já estão sendo desenvolvidos por arquitetos e construtoras levando em conta o “novo normal”.

O assunto foi um dos principais temas da live De Olho no Mercado Imobiliário, promovido pelo Estadão Imóveis na quinta-feira, 6, e que contou com a participação de Álvaro da Fonseca, presidente da Coelho da Fonseca, Marcio Moraes, presidente da RFM Incorporadora e Construtora, e Douglas Tolaine, diretor de design da Perkins and Will Arquitetura, em São Paulo. O trio esteve envolvido na concepção da nova unidade do Pueri Domus, em Perdizes, que deve começar a receber seus alunos ainda este ano.

Construída em oito meses, a escola bilíngue localizada ao lado da estação Sumaré do metrô, deveria ter começado suas atividades no início de 2020. Mas a pandemia mudou os planos. “Nosso maior desafio foi colocar o colégio de pé nesse tempo recorde para que pudéssemos entregar no início do ano letivo como era desejo do cliente”, disse Moraes. “Para isso, tivemos que desenvolver uma série de soluções técnicas. Mas agora estamos satisfeitos com o resultado. Revitalizamos uma área e será um orgulho entregar essa obra para a cidade.”

Isso porque o prédio do Pueri Domus ocupa agora um terreno na encosta da Avenida Sumaré, que durante décadas esteve abandonado e à mercê de invasões. “Geralmente, quando se fala em uma obra, os vizinhos reagem negativamente por causa do barulho e eventuais transtornos. Mas no caso daquela região fomos muito bem acolhidos, porque toda a comunidade ali sabia que a escola viria para trazer melhorias para a região”, explicou Tolaine.

Segundo o arquiteto, o projeto da escola foi desenvolvido de forma que todos os ambientes provocassem situações de aprendizagem. A unidade conta com um paisagismo que inclui espécies da Mata Atlântica, com salas ao ar livre e que misturam paisagem natural com toda tecnologia e conforto moderno. “Todos os espaços permitem esse protagonismo do aluno. É uma inversão de papéis: antes a gente sentava e ouvia o professor. Hoje o professor é mais um direcionador e o aluno está à frente dessa jornada de pesquisa”, descreveu Tolaine.

Coelho da Fonseca acredita que os novos projetos de escolas também deverão levar em conta a prática do home schooling, que virou realidade durante a pandemia. “Claro que a socialização é importante para a criança. Mas como ficará isso em um mundo pós-pandemia?”, questionou o empresário. “Em minha visita à Ásia notei que lugares como praças públicas também eram usadas no aprendizado infantil. Além das salas de aula ao ar livre, usar outros espaços para que a o aluno não tenha que ir a semana inteira para escola também seja uma solução.”

 

Assista ao vídeo da 5ª Live Estadão Imóveis - De Olho no Mercado Imobiliário - 06/08/2020

 

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