Escolha de investimento exige estudo e visão de longo prazo
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Escolha de investimento exige estudo e visão de longo prazo

Investidor aproveita maior oferta de informações e chega ao mercado cada vez mais preparado

B3, Estadão Blue Studio
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25 de abril de 2021 | 07h00

Os novos investidores na Bolsa passaram por um teste de fogo no ano passado. O impacto econômico da pandemia de covid-19. Mas nem mesmo o sobe e desce das cotações de 2020 serviu para afugentar os investidores. O principal motivo, segundo os especialistas da B3, é que até mesmo os iniciantes chegam agora ao mercado mais bem informados e mais conscientes dos riscos e oportunidades.

“Um passo importante para quem avalia investir no mercado de ações é compreender o conceito de volatilidade, que é natural na Bolsa. Os preços flutuam”, explica Giácomo Diniz, professor do Hub B3 Educação. Segundo ele, esse conceito é o que sustenta a primeira regra de ouro para investir na renda variável: antes de investir em ações, é importante construir uma reserva de emergência alocada em renda fixa.

O professor sugere que o ideal para a escolha de uma ação é o investidor aproveitar o conhecimento que já dispõe, além de olhar o relatório de um analista que confia. “A ideia é iniciar o estudo de papéis de empresas que ele tem familiaridade.” A abordagem

proposta inclui a análise de alguns aspectos. Os primeiros são os qualitativos, que incluem a área de atuação, nível de excelência no que a empresa faz e seus concorrentes. Depois, o investidor deve olhar aspectos financeiros como balanço patrimonial, demonstração de resultados, fluxo de caixa, capital de giro e endividamento.

“Ele deve concluir fazendo uma análise dos múltiplos, quando comparamos os fundamentos com o preço do papel. Assim, poderá ter a indicação se a ação está com preço justo, abaixo ou acima do que mostram os indicadores analisados”, comenta Diniz.

Riscos

Também no radar do investidor é preciso existir clareza de dois tipos de riscos que podem impactar na ação. O primeiro é o risco específico do próprio negócio, ligado a problemas ambientais ou ao mercado externo, por exemplo. “Há também os riscos sistêmicos que podem afetar a ação, mesmo que a empresa entregue bons resultados, como ocorreu no ano passado com o coronavírus”, destaca.

Caso o investidor não goste, não consiga ou não queira fazer esse caminho sozinho, Diniz lembra que ele pode contar com a ajuda de um gestor profissional. Nesse caso, também é necessário algum conhecimento. “Precisa escolher entre um gestor mais ativo ou mais passivo, por exemplo aportando em um fundo ETF, que acompanha índices de Bolsas.”

Para Diniz, os mitos envolvendo o mercado de ações estão sendo desconstruídos. “Recebo alguns investidores jovens que acreditam ser possível ir do R$ 1 ao R$ 1 milhão rápido. Uma parte desiste, mas outra aprende e fica. A construção de patrimônio com ações leva mais de uma década e, felizmente, também recebo muitos que já têm boa informação”, pondera o professor da B3.

Boas práticas geram bons negócios

Atenção às práticas de ESG se torna trunfo para empresa atrair investidores

O termo não é novo, mas a pandemia elevou o chamado ESG a um novo patamar na preocupação das empresas e investidores. Empresários se deram conta de que boas práticas relacionadas ao meio ambiente, questões sociais e governança geram valor para a companhia.

Carlos Takahashi, CEO da BlackRock, conta que os clientes da gestora de ativos procuram entender tanto os riscos físicos associados às mudanças climáticas, por exemplo, como também o impacto na economia a longo prazo. “Os investidores estão cada vez mais reconhecendo que o risco climático é um risco de investimento”, diz.

A Bolsa mapeou que há 32 fundos de investimento indexados a Índices de Sustentabilidade, que representam R$ 2,4 bilhões investidos, sendo que quatro deles possuem ETFs, que replicam a carteira de índices.

Uma forma de garimpar oportunidades é olhar para as carteiras dos índices que já fazem esse trabalho, explica Ana Buchaim, diretora de Pessoas, Marketing, Comunicação e Sustentabilidade da B3. “Nossos índices de sustentabilidade possuem metodologias robustas que estabelecem critérios não apenas para a seleção das empresas que farão parte das carteiras, como de rebalanceamento e acompanhamento do mercado.”

Alguns índices têm desempenho melhor que o Ibovespa. Um exemplo é o ISE B3, cuja performance acumulada, desde a criação em novembro de 2005, é de 300% (base de fechamento em 31 de março de 2021) frente a 265,43% do Ibovespa no mesmo período. “Tanto os índices como os produtos ESG disponíveis na B3 são uma forma de a Bolsa atuar para desenvolver e induzir boas práticas no mercado”, diz Ana Buchaim.

Passo a passo para investir em um IPO

Não são apenas as pessoas físicas que têm enxergado a Bolsa como alternativa. Cada vez mais empresas têm decidido tornar pública parte de seu capital, fazendo as ofertas iniciais de ações (IPOs). No ano passado, 28 empresas estrearam na B3, captando R$ 48,7 bilhões. Neste ano, já foram mais 18 ofertas, por volta de R$ 23 bilhões.

Os IPOs também são opções para o investidor diversificar sua carteira. Mas antes de investir em uma oferta inicial de ações, é importante conhecer seus mecanismos e características.

Isso inclui transparência e acesso à informação. Toda companhia que deseja abrir capital na Bolsa deve, necessariamente, disponibilizar um documento público, que traz todas as informações sobre a oferta, segundo Rogério Santana, diretor de Relacionamento com Empresas e Assets da B3.

“No prospecto da operação, é possível saber referências a conhecer o modelo de negócio, histórico de execução, currículo dos administradores e outras informações importantes na hora de decidir se tornar sócio”, comenta.

O passo a passo para investir num IPO inclui a análise do prospecto – que fica disponível na internet, no site da companhia, da CVM e da B3, a “reserva” das ações por meio da corretora e a definição do preço máximo que se está disposto a pagar. No “bookbuilding” é definido o preço do papel. Se a demanda for superior à oferta, ocorre o rateio, que é a divisão das ações disponíveis entre os investidores que manifestaram interesse. Ou seja, o investidor pode receber um número menor de ações do que o solicitado.

“A leitura atenta do prospecto é uma condição essencial para que o investidor decida se vale a pena ou não participar de um determinado IPO”, afirma Santana.

SAIBA MAIS

Jornada do investidor deve começar pelo conhecimento

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