Escolha do iuan depende somente da China, diz Geithner

A reforma do iuan é uma decisão para a China tomar sozinha, disse o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, no final de conversações em Pequim nesta terça-feira, nas quais as duas potências se pressionaram para aliviar restrições econômicas.

GLENN SOMERVILLE E CHRIS BUCKLEY, REUTERS

25 de maio de 2010 | 08h20

A política da China de atrelar sua moeda ao dólar tem sido um ponto de conflito nos últimos meses, mas ambos os países usaram a reunião de dois dias para tentar resolver outras questões comerciais, desde controle de exportação dos EUA até um programa chinês de inovação.

Nos seus comentários de conclusão, Geithner deu boas-vindas à promessa da China de dar continuidade à reforma cambial como parte de um programa mais amplo, com o objetivo de impulsionar o consumo doméstico e ajudar a reequilibrar o crescimento global.

"Isso é, claro, escolha da China", disse ele.

Geithner disse estar "mais confiante que nunca" de que a China verá que é de seu interesse permitir a apreciação do iuan, para por exemplo, ajudar a controlar a inflação.

Zhu Guangyao, vice-ministro das Finanças chinês, disse após a reunião que os EUA "entendem" que a China reformará sua taxa de câmbio baseada em suas próprias necessidades.

Reiterando o discurso recente de Pequim, Zhu alertou que o "barulho externo" sobre o ritmo da reforma do iuan só atrasará qualquer medida.

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