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O lobo-guará vai estampar a nova cédula de R$ 200 TheOtherKev/Pixabay

Escolhido para estampar nota de R$ 200, lobo-guará ficou em 3º em pesquisa popular

Na votação, realizada em 2001, a tartaruga marinha foi a campeã e o mico-leão-dourado ficou em segundo lugar

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2020 | 17h36

BRASÍLIA — Escolhido para estampar as novas cédulas de R$ 200, o lobo-guará ficou em terceiro em pesquisa realizada pelo Banco Central (BC) em 2001 para para definir os animais com ameaça de extinção que poderiam fazer parte de cédulas. 

A tartaruga marinha ficou em primeiro lugar e passou a estampar a nota de R$ 2, lançada em 2001. Já o mico-leão-dourado ficou em segundo lugar na votação e foi impresso na cédula de R$ 20 em 2002.

O BC anunciou hoje que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento de uma nova cédula, no valor de R$ 200. A impressão ficará a cargo da Casa da Moeda. Por questão de segurança, o BC ainda não divulgou imagem nem características da nova cédula, que terá a impressão de uma imagem do lobo-guará.  

A diretora de Administração do BC, Carolina de Assis Barros, afirmou nesta quarta-feira, 29, que a impressão da nova cédula de R$ 200 vai totalizar 450 milhões de unidades neste ano de 2020. O valor total do numerário será de R$ 90 bilhões. A previsão do BC é de que a nova cédula seja colocada em circulação no fim de agosto. A data ainda não foi definida.

“Estamos em fase final de teste de impressão. É de boa prática não revelar elementos antes do lançamento”, explicou Carolina, durante coletiva virtual de imprensa. A diretora afirmou ainda que não é preciso, neste momento, precisar quantas cédulas de R$ 200 entrarão em circulação em um primeiro momento, a partir do fim de agosto.    

Ela disse ainda que as cédulas da chamada “segunda família” do real, lançadas a partir de 2010, são “robustas” em matéria de segurança e que a nota de R$ 200 terá elementos capazes de protegê-la de falsificações.    

De acordo com o BC, a impressão das notas de R$ 200 busca atender uma maior demanda por papel moeda, surgida entre a população durante a pandemia do novo coronavírus. “Com aumento da demanda da população por numerário, houve alta de demanda em casas impressoras”, disse Carolina. “A população passou a demandar mais numerário em função da pandemia, não só no Brasil”, acrescentou.  

A diretora afirmou que o BC identificou que, durante a pandemia, famílias e empresas fizeram mais saques para formação de reservas em papel moeda. No comércio, também houve diminuição do volume de compras, o que mantém parte dos recursos entesourados. Além disso, os beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600, em muitos casos, não retornaram dinheiro ao sistema financeiro com a velocidade esperada.

“Estamos vivendo um período de entesouramento, efeito da pandemia”, disse Carolina. “E não conseguimos precisar por quanto tempo entesouramento vai perdurar.”

Carolina afirmou que o BC solicitou ao CMN o valor de R$ 113,4 milhões, para impressão de 450 milhões de cédulas de R$ 200 e 170 milhões de cédulas de R$ 100. Segundo ela, não serão solicitados mais recursos para impressão de dinheiro neste ano.

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BC anuncia que lançará cédula de R$ 200 com lobo-guará como personagem

A autarquia ainda não divulgou imagem da nova cédula, que deve entrar em circulação no fim de agosto

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2020 | 15h53

BRASÍLIA — O Banco Central anunciou nesta quarta-feira, 29, por meio de nota à imprensa, que lançará cédulas de R$ 200 no Brasil. A nova cédula terá como personagem o lobo-guará. A previsão é de que a nota entre em circulação a partir do fim de agosto.

Conforme o BC, a nova cédula foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que conta com representantes da autarquia e do Ministério da Economia. Ainda nesta tarde, a diretora de Administração do BC, Carolina de Assis Barros, dará entrevista coletiva virtual a respeito da nota. A autarquia não divulgou imagem da nova cédula.

Na manhã desta quarta, o BC informou que de fevereiro – antes da pandemia – para junho o papel moeda em poder do público (PMPP) saltou 28,9%, de R$ 210,227 bilhões para R$ 270,899 bilhões. Esse é o maior valor da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001.

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, o aumento do papel moeda nas mãos do público nos últimos meses foi causado pela demanda da população com a liberação do auxílio emergencial mensal de R$ 600 pelo governo, durante a pandemia.

Em meio à busca por dinheiro em papel na crise, o Ministério da Economia havia confirmado em 22 de julho que o BC havia solicitado ao Conselho CMN um reforço de R$ 437,9 milhões para atendimento do meio circulante.

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