Esforço é para manter o PIB

A crise europeia está fazendo o governo rever números da expansão do PIB para a este ano e a fazer esforços para fortalecer o consumo e o investimento para manter a economia aquecida mesmo diante do quadro de longa retração que se consolida na Europa. Um corte agressivo na taxa básica de juros marcou o início das ações do governo.

O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2011 | 03h06

Na sexta-feira da semana passada, o BC anunciou várias medidas para ampliar a oferta de crédito para compra parcelada de automóveis e outros bens, em operações de até 60 meses. Outra medida foi a suspensão do plano de exigir que, a partir do mês que vem, os consumidores pagassem pelo menos 20% do valor da fatura do cartão de crédito, em vez dos 15% exigidos atualmente. O governo ainda estuda outras medidas para fortalecer o crédito

Também para dar mais fôlego aos investimentos, o governo federal permitiu que Estados tomem novos empréstimos para investir. Em duas semanas, governadores de 17 Estados foram autorizados a contratar R$ 37 bilhões em financiamentos. Os governos estaduais estavam impedidos de fazê-lo por causa do programa de ajuste fiscal que se comprometeram a seguir, com monitoramento do Tesouro Nacional.

Há expectativa também que o Tesouro faça até o fim do ano mais um aporte de recursos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ampliando a oferta de crédito para as empresas. O governo está autorizado a repassar até R$ 55 bilhões em 2011, dos quais já transferiu R$ 30 bilhões.

O governo revisou para baixo a projeção do PIB para 2011. Segundo o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quinto bimestre de 2011, divulgado pelo Ministério do Planejamento, a previsão do crescimento em 2011 caiu de 4,5% para 3,8%. O documento também mostra uma nova projeção para o IPCA neste ano, que sobe de 5,8% para 6,4%.

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