Esforço fiscal do governo é o melhor resultado para período

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, disse hoje que o superávit primário do setor público - arrecadação menos despesas, exceto o pagamento de juros -, de janeiro a agosto, de R$ 78,931 bilhões (6,26% do PIB) é o melhor resultado para o período. Ele destacou que nesse período, quase todas as esferas de governo conseguiram gerar superávit primário. Apenas o Banco Central e a Previdência Social continuaram a ter déficit primário. Lopes também ressaltou que o superávit primário de janeiro a agosto está acima da meta para o quadrimestre, encerrado em agosto, de R$ 60,184 bilhões. O excesso em relação a meta, segundo Altamir, é da ordem de R$ 18,747 bilhões. Em relação à meta para o ano, de R$ 83,850 bilhões, Lopes disse que o setor público terá que zerar, nos últimos quatro meses do ano, um superávit primário médio da ordem de R$ 1,2 bilhão. Na avaliação de Lopes, este objetivo é perfeitamente factível. Déficit nominal Apesar da perspectiva de cumprimento da meta para o superávit primário, a relação entre o déficit nominal (superávit primário mais as despesas com pagamento de juros da dívida) e o PIB deve crescer neste ano. O chefe do Depec estimou que o déficit nominal do setor público deverá fechar o ano em 3,6% do PIB. No ano passado, o déficit nominal tinha ficado em 2,67% do PIB. Lopes destacou que usou na projeção de déficit nominal para este ano uma taxa de câmbio de R$ 2,43 e um superávit primário de 4,25% do PIB. Para este mês de setembro, o chefe do Depec acredita que o déficit nominal deverá ficar em um patamar próximo aos R$ 3,238 bilhões de agosto.

Agencia Estado,

26 Setembro 2005 | 12h23

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