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ESG e os desafios pós-pandemia

Embora ainda estejamos lutando para sair da crise, é importante que nos preparemos para o que vem aí

Fábio Gallo, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2020 | 05h00

Muito tem se falado do termo ESG e como os investidores estão direcionando sua estratégia para as empresas que têm preocupação com fatores ambientais, sociais e de governança. Mas o termo está se tornando mais do que somente a consideração de três critérios para decisão em que empresas vale a pena investir. Nesse tipo de política de investimentos considera-se a questão ambiental, a dimensão social e as práticas de governança corporativa das empresas. O acrônimo ESG, ou ASG em português, deixa de ser um modismo para ser tornar um conceito. Mais que isso, uma forma estratégica orientadora de negócios e tendências de políticas públicas. 

Embora ainda estejamos lutando para sair da crise, é importante que nos preparemos para o que vem aí. Há muitos desafios e isso vai exigir grande esforço. Por outro lado, podemos nos preparar e aproveitar as oportunidades. O recente artigo “Quatro tendências ESG que vão moldar o mundo depois da Covid-19” de R. Baumann, da RebecoSAM, traz uma visão sobre como ultrapassar o desafio que temos à frente no momento pós-pandemia. As quatro tendências são: regulação; alterações climáticas e a evolução rumo a transportes limpos; relocalização da produção; e descentralização do trabalho e da saúde. 

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A primeira considera que a recessão que o mundo vive levou à execução de programas sociais que geraram um grande impacto fiscal para mitigar a perda de renda e estimular a recuperação econômica. É um conjunto que leva à maior presença do Estado e maior grau de regulação. A segunda tendência vem do fato de que neste período alguns comportamentos foram mudados – como a troca das viagens de avião pelas videoconferências. Novos hábitos que deverão levar a maiores investimentos que atendam a questão ambiental. 

A terceira tendência vem do fato de que identificamos diversas vulnerabilidades no fornecimento de bens, com a grande dependência de empresas situadas em continentes diferentes, fazendo com que haja a preocupação com carteira de fornecedores e os locais de produção. O que se traduz na volta de produção local e num maior investimento na implantação da indústria 4.0.

A quarta tendência vem da tomada de consciência sobre a vulnerabilidade da sociedade, o que deve levar à busca de segurança. Serão impulsionados setores como saúde, comércio eletrônico e flexibilização do trabalho, entre outras mudanças. Na perspectiva brasileira, devemos refletir sobre essas tendências, além de outras que possamos visualizar. Mas, sem dúvida, devemos deixar de lado as disputas políticas menores e passarmos a pensar como uma nação que se preocupa com o futuro e com o seu cidadão. 

É PROFESSOR DA FGV-SP

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