Espaço para estímulos diminui

Cenário: Adriana Fernandes

O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2012 | 03h05

e Renata Veríssimo

A deterioração da arrecadação mostra que é cada vez menor o espaço para medidas de estímulo à atividade econômica. No cenário atual de recuperação lenta do crescimento, que afeta a arrecadação, as desonerações começam a pesar nas contas do governo. E muito.

O Congresso já engatilhou nova série de desonerações , além dos pedidos extraordinários que toda hora pipocam no Ministério da Fazenda.

E é crescente a avaliação de que a desaceleração da arrecadação aponta riscos de não cumprimento da meta fiscal e também de fragilidade econômica, principalmente com a decisão das empresas de suspenderem o IRPJ e da CSLL porque o lucro está menor.

Internamente, a Receita já espera redução de mais R$ 10 bilhões na previsão de arrecadação feita no início do ano, que já caiu oficialmente R$ 20 bilhões.

Por outro lado, o governo terá de decidir esta semana se prorroga a redução do IPI de carros e de produtos da linha branca, que vencem sexta-feira. A renovação, que tudo indica deverá ocorrer, pode prejudicar outras medidas (mais profundas) de corte de tributos.

Outra decisão difícil e em estudo é a ampliação dos setores beneficiados pela desoneração da folha de salários. O governo classifica a medida como estruturante, mas esbarra no espaço fiscal. Isso tudo considerando que a presidente Dilma Rousseff deverá decidir se mantém as reduções tributárias incluídas pelo Congresso na MP 563, do Brasil Maior.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.