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Espanha adia redução do déficit para menos de 3% do PIB

O governo da Espanha confirmou que vai adiar os esforços para reduzir o déficit orçamentário do país abaixo de 3,0% do Produto Interno Bruto (PIB), como determinado pelo Tratado de Maastricht, até 2016, enquanto lida com uma economia em contração e com o aumento do desemprego.

Agencia Estado

26 de abril de 2013 | 10h48

Ao apresentar o Programa Nacional de Reforma e Estabilidade, o governo espanhol também confirmou que agora prevê que a economia local terá contração de 1,3% neste ano e crescerá 0,5% em 2014. Anteriormente o governo previa retração de 0,5% neste ano e crescimento de 1,2% em 2014.

O governo espanhol também disse esperar que o déficit orçamentário diminua para 6,3% do PIB neste ano e caia a menos de 3,0% apenas em 2016. O Programa de Estabilidade prevê déficits de 5,5% em 2014, 4,1% em 2015 e 2,7% em 2016.

"O governo modificou as previsões de crescimento em linha com as projeções de analistas internacionais", declarou o ministro de Finanças, Luis de Guindos, em entrevista à imprensa. As novas projeções são "muito conservadoras e prudentes", disse o ministro, acrescentando que elas pretendem inspirar credibilidade e confiança. No mesmo evento, a vice-primeira-ministra, Saenz de Santamaría, afirmou que o governo não prevê aumento no imposto de renda nem no imposto sobre valor agregado (IVA).

A Espanha espera que o programa convença a Comissão Europeia de que o governo vem tomando ações efetivas sobre seu orçamento e conceda ao país mais dois anos para reduzir o déficit. A Comissão deverá tomar uma decisão sobre isso até o fim de maio.

As estimativas apresentadas hoje também calculam que a relação entre a dívida e o PIB da Espanha ficará abaixo de 100% em 2016, a uma taxa de 99,8%, e que o desemprego no país cairá para menos de 25% em 2015. As informações são da Dow Jones e da Market News International.

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