Espanha aprova cortes de gastos em saúde e educação

Plano detalha o pacote bianual de corte, visto por muitos como uma resposta do governo às preocupações de que a Espanha pode não conseguir cumprir a meta de redução do déficit

Patrícia Braga, da Agência Estado,

20 de abril de 2012 | 13h21

O gabinete espanhol aprovou medidas para ajudar as regiões com problemas de caixa a cumprirem com suas metas de redução do déficit. Essas medidas reduzem os gastos com saúde e educação em bilhões de euros este ano.

A ministra da Saúde, Ana Mato, disse que o plano prevê o aumento no número de pensionistas que pagam em torno de 10% pelo custo de medicamentos, distribuídos gratuitamente pelo sistema de saúde do governo até o momento. Esta foi a última de uma série de medidas tomadas pelo governo espanhol para economizas em serviços disponibilizados pelo governo. Ao mesmo tempo, os não pensionistas pagarão 50% pelo custo dos medicamentos, e não mais os atuais 40%.

O plano detalha o já anunciado pacote bianual no valor de € 10 bilhões de corte de gastos anunciado no começo deste mês, e que muitos viram como uma resposta emergencial do governo às crescentes preocupações de que a Espanha pode não conseguir cumprir a meta de redução do déficit para 5,3% do PIB este ano, de 8,5% do PIB ano passado. As regiões, que respondem por cerca de um terço do gasto do governo espanhol, controlam os sistema de saúde e educação.

Mato disse que o plano, incluindo a criação de uma administração centralizada que comprará medicamentos para todas as regiões, também vai conter a quantidade de medicamentos desperdiçados por ano. As informações são da Dow Jones

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