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Espanha diz que responderá à expropriação da YPF na Argentina

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, convocou uma reunião de emergência ainda hoje e viajará amanhã para a América Latina

Agência Estado,

16 de abril de 2012 | 14h39

Texto atualizado às 17h30

MADRI - O governo espanhol disse hoje que irá adotar medidas claras e enérgicas contra a decisão da Argentina de assumir o controle da petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol. "Essa é uma decisão terrível", disse o ministro de Relações Exteriores da Espanha, Jose Manuel Garcia-Margallo, em entrevista coletiva concedida após o anúncio da expropriação da companhia pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Garcia-Margallo afirmou que a expropriação foi "arbitrária" e "discriminatória", alertando que a decisão afetou milhares de acionistas da companhia.

O ministro da Indústria da Espanha, Jose Manuel Soria, disse que o país vai tomar medidas legais contra a Argentina nos próximos dias, recorrendo aos tribunais europeus, mas sem dar detalhes sobre as iniciativas legais do governo espanhol. Segundo ele, a decisão descumpre um acordo verbal que previa negociações antes de qualquer decisão.

A Espanha afirmou ainda que tem o apoio de seus parceiros da União Europeia na questão. A Comissão Europeia, braço executivo da UE, disse que uma expropriação unilateral da YPF será ruim para a Argentina e colocará em risco futuros investimentos no país.

"Uma tomada de controle forçada por parte do governo argentino será um sinal muito negativo para os investidores, nacionais e internacionais, e poderia danificar seriamente o ambiente de negócios na Argentina", disse o porta-voz da comissão de Comércio da UE, John Clancy. Segundo ele, a Comissão Europeia espera que "as discussões entre o governo argentino e as empresas levem a uma solução compartilhada e satisfatória para todos".

Apoio na América Latina

Rajoy iniciará amanhã sua primeira visita oficial à região. O giro latino-americano durará três dias e o levará ao México e à Colômbia. A primeira viagem de Rajoy à América Latina desde que assumiu o cargo, no fim do ano passado, já estava prevista antes de Cristina ter assinado medida provisória. Contudo, o primeiro-ministro usará a viagem para obter apoio também na região. 

De acordo com o jornal El Pais, Rajoy busca em especial o respaldo do México, por uma série de motivos: o governo mexicano ocupa atualmente a presidência de turno do Grupo dos 20 (G-20, que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo); a estatal mexicana Pemex detém 9,49% da Repsol; e o México tem seu próprio contencioso com a Argentina, referente à imposição de Buenos Aires às importações de veículos mexicanos.

 
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