Espanha e Itália aprovam fundos para conter crise

Governo espanhol ajudará bancos com 9 bilhões de euros; italianos querem estimular investimentos

Marcílio Souza, da Agência Estado,

26 de junho de 2009 | 13h32

O governo da Espanha aprovou nesta sexta-feira, 26, a criação de um fundo de ajuda para os bancos de 9 bilhões de euros (US$ 12,6 bilhões), à medida que a deterioração da recessão econômica ameaça a solvência de muitas instituições financeiras.

 

O plano foi elaborado para facilitar a reestruturação do setor, disse a vice-primeira-ministra, Maria Teresa Fernandez de la Vega, em entrevista coletiva após a reunião semanal do ministério.

 

Os bancos espanhóis vêm conseguindo até o momento enfrentar a crise financeira relativamente bem, mas o endividamento de qualidade ruim tem crescido rapidamente.

 

Além disso, a perspectiva para a economia do país tem exigido cada vez mais uma ação do governo. A Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OCDE) revisou significativamente para baixo sua previsão para o PIB do país este ano, para uma contração de 4,2%, ante à estimativa anterior de declínio de 0,9%.

 

Itália

 

O governo italiano também aprovou um pacote com o objetivo de estimular o investimento e a confiança nas empresas do país e que inclui benefícios fiscais para companhias que comprarem novas máquinas.

 

Por meio de comunicado, o ministro das Indústrias, Claudio Scajola, Dise que o governo ainda não confirmou o quanto o estímulo irá custar, mas uma fonte próxima do assunto disse à Dow Jones que o pacote vale 4,5 bilhões de euros (US$ 6,3 bilhões). A decisão, segundo o ministro, foi tomada para "intensificar as ações contra a crise".

 

O pacote inclui também um bônus fiscal para as empresas que evitarem demissões de funcionários ou para as que contratarem temporariamente os demitidos, numa aposta para conter o aumento do desemprego. As informações são da Dow Jones.

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