Espanha e Itália cobram responsabilidade da Argentina

O ministro de Economia da Espanha, Rodrigo Rato, pediu à Argentina que pague ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a dívida de US$ 3,1 bilhões que vence hoje, segundo informa hoje o Ámbito Financeiro. "Os responsáveis argentinos são conscientes da importância de cumprir todos os compromissos de cada um dos países com o Fundo, e me parece importante que assim o façam todos os países, e desde logo, a Argentina", declarou Rato em Bruxelas, onde participa do conselho de ministros de Economia da União Européia (UE). Na Itália, segundo informa a agência de notícias Dow Jones, o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, afirmou que o seu governo está trabalhando para encontrar uma solução para ressarcir os detentores de bônus soberanos da Argentina e de empresas do país sul-americano. "O governo trabalha para encontrar uma nova solução, uma vez que a oferta da Argentina de honrar apenas 25% do valor nominal da dívida é inaceitável", disse Berlusconi, em entrevista à Rádio Anchio. Os italianos formam o maior grupo de estrangeiros que detêm bônus argentinos. Cerca de 450 mil italianos investiram mais de 14 bilhões de euros (US$ 17,32 bilhões) em papéis da dívida argentina, antes de o país ter declarado um default (calote) de US$ 80 bilhões, em 2002. Momento crucial Os comentários ocorrem em mais um momento crucial das relações da Argentina com a comunidade financeira internacional. O país tem até as 17 horas de hoje para definir se pagará US$ 3,1 bilhões ao FMI. Berlusconi declarou que o governo italiano está comprometido em fazer a Argentina assumir suas responsabilidades, ressarcindo uma porcentagem maior da sua dívida aos detentores de títulos. Em razão da ampla posição em títulos argentinos, a Itália tem papel de destaque no Comitê Global de Proprietários de Títulos Argentinos, formado para se tornar o principal interlocutor das negociações de credores externos com o governo argentino. No entanto, a Casa Rosada não teria reconhecido esse grupo interlocutor, segundo um porta-voz do comitê.

Agencia Estado,

09 Março 2004 | 11h10

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