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Espanha e Portugal fazem leilões de títulos

Espanha ofereceu de € 2,5 bilhões a € 3,5 bilhões em bônus com vencimento em abril de 2021; Portugal vendeu € 1 bi em leilão de títulos

Danielle Chaves, da Agência Estado,

20 de abril de 2011 | 08h53

O Tesouro da Espanha vendeu 3,372 bilhões de euros em duas séries de bônus do governo, em um leilão bem recebido, embora com yields (retorno ao investidor) mais altos. O resultado da venda reduziu os receios de que as especulações sobre uma reestruturação da dívida da Grécia pudessem prejudicar a capacidade da Espanha de tomar empréstimos no mercado de bônus.

A Espanha ofereceu de 2,5 bilhões de euros a 3,5 bilhões de euros em bônus com vencimento em abril de 2021 e cupom (juro nominal) de 5,50% e bônus com vencimento em janeiro de 2024 e cupom de 4,80%.

O yield médio dos papéis de 10 anos subiu para 5,472%, de 5,162% no leilão de 17 de março, e o dos papéis para 2024 subiu para 5,667%, de 4,248% no leilão de novembro de 2009. As relações entre ofertas feitas e ofertas aceitas (bid-to-cover) foram de 2,10 e 2,27, respectivamente - ambas maiores do que nos leilões anteriores.

A sólida demanda para os bônus foi tranquilizadora, já que na segunda-feira a Espanha havia atraído poucos investidores para um leilão de títulos de curto prazo, com yields altos. Mas os investidores começaram a comprar bônus espanhóis no mercado secundário ontem, atraídos pelos preços baixos.

Portugal

O Tesouro e a Agência de Dívida do Governo de Portugal venderam 1 bilhão de euros em títulos de três e seis meses em um leilão nesta manhã. O volume vendido foi o máximo pretendido, já que o governo ofereceu entre 750 bilhões de euros e 1 bilhão de euros.

Os títulos de três meses tiveram yield (retorno ao investidor) médio de 4,046%, em comparação com 3,403% oferecido no leilão realizado em 15 de dezembro. O yield dos títulos de seis meses também aumentou, passando para 5,529%, de 5,117% no leilão de 6 de abril.

No entanto, aparentemente a demanda pelos papéis melhorou. A proporção entre ofertas feitas e ofertas aceitas (bid-to-cover) para os títulos de três meses subiu para 2,0, de 1,9, e para os papéis de seis meses subiu para 3,7, de 2,3. Essa foi a primeira vez que Portugal recorreu ao mercado desde que pediu um resgate internacional, no começo deste mês.

Para Richard McGuire, estrategista do Rabobank, porém, "isso não muda as opiniões". Segundo McGuire, os resultados dos leilões meramente mostram que Portugal é capaz de levantar capital de curto prazo com taxas ainda "exorbitantes". As informações são da Dow Jones. 

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