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Espanha indica que não reprimirá protestos até eleições de domingo

Ministro José Luis Zapatero lembrou que as manifestações têm sido pacíficas, mas disse que o governo vai agir para assegurar que as eleições não sejam afetadas pelos protestos

Priscila Arone, da Agência Estado,

20 de maio de 2011 | 13h56

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou nesta sexta-feira, 20, que os protestos realizados por jovens em todo o país são "compreensíveis" e uma consequência do alto desemprego, mas não deixou claro se vai ordenar o uso das forças de segurança contra os manifestantes.

Em entrevista à rádio Cadena Ser, Zapatero lembrou que, até agora, as manifestações têm sido pacíficas, mas disse que o governo vai agir "inteligentemente" para assegurar que as eleições regionais e municipais marcadas para domingo não sejam afetadas pelos protestos.

Mas ele não deixou claro se vai ordenar a ação da polícia contra os manifestantes caso eles compareçam a eventos proibidos por lei. "Vamos ver o que acontece amanhã. Em qualquer caso, não devemos nos antecipar aos fatos", afirmou ele. "O que posso dizer é que o governo e o Ministério do Interior se comportarão bem, que vão proceder corretamente e atuar com inteligência." Perguntado sobre o que aconteceria se os manifestantes desafiarem a proibição, Zapatero repetiu a mesma resposta, quase com as mesmas palavras.

O vice-presidente e ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, afirmou, segundo o jornal El País, que "para resolver um problema a polícia não vai criar outro".

Na Espanha, comícios eleitorais são proibidos no dia anterior à eleição, o chamado "dia de reflexão", e no dia do pleito. Isso quer dizer que hoje, sexta-feira, é o último dia de campanha para os candidatos que concorrem às prefeituras em todo o país e à direção de 13 das 17 regiões semiautônomas.

A autoridade eleitoral proibiu na quinta-feira os protestos programados para sábado e domingo, temendo que eles possam interferir na eleição. Os organizadores das manifestações, que pedem reformas no sistema político e na economia do país, rejeitaram a proibição e afirmaram que esperam ver um aumento no número de manifestantes no final de semana.

O movimento ganhou força, particularmente depois que milhares de jovens espanhóis, a maioria desempregados, encheram praças públicas na noite de quarta-feira em Madri, Barcelona e Valência. No centro de Madri, cerca de 200 pessoas permanecem num acampamento desde domingo exigindo mais democracia e o final das medidas de austeridade introduzidas pelo governo para enfrentar a estagnação econômica do país.

Zapatero disse que a Espanha deve aderir às medidas de austeridade ao mesmo tempo em que mantém as políticas sociais para ajudar os mais afetados pela crise. Ele também disse que o aumento da produtividade e da competitividade é de extrema importância para o país.

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Zapatero, deve sofrer grandes perdas nas urnas, talvez até mesmo em redutos onde costuma vencer. O governo luta para superar a recessão e criar vagas para diminuir a taxa de desemprego de 21,3% registrada no país, a maior da zona do euro. As informações são da Dow Jones.

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