Espanha não está buscando mais ajuda da UE--fontes

A Espanha não está considerando buscar ajuda imediata da União Europeia (UE) para diminuir seus altos custos de empréstimo, afirmaram nesta quinta-feira duas fontes espanholas, apesar de a zona do euro estar visando possíveis ações ainda para este ano.

Reuters

26 de julho de 2012 | 10h18

Com a troika --grupo formado pelos credores internacionais Banco Central Europeu (BCE), UE e Fundo Monetário Internacional (FMI)-- tendo que informar em setembro às autoridades europeias sobre a grave situação na Grécia em setembro e a perspectiva de um outono (no hemisfério norte) desafiador em termos de financiamento para Madri, importantes autoridades da zona do euro estão discutindo formas de blindar a união monetária de mais contágio.

Os custos de empréstimo da Espanha atingiram nesta semana altas recordes desde o início do euro há 13 anos, enquanto a Itália voltou para níveis não vistos em vários meses.

Os yields dos títulos de dez anos da Espanha eram negociados por volta de 7,4 por cento na quinta-feira, abaixo da taxa de 7,7 por cento no dia anterior, apesar de tal nível ainda ser visto como insustentável.

Fontes em Madri negaram reportagens de jornais alemães e italianos nesta quinta-feira de que o país estava a ponto de pedir ao fundo de resgate EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) ajuda por meio de compra de títulos.

"Nem um resgate total para a economia espanhola ou um programa de compra de títulos pelo EFSF estão sendo buscados", disse uma das fontes espanholas.

Outra fonte disse que o governo estava focado em conseguir a implementação das decisões da última cúpula da UE, assim como a recapitalização de seus bancos, para o qual foi buscado uma linha crédito europeu de até 100 bilhões de euros em junho.

"Nós precisamos respeitar os momentos, os ritmos. A Espanha buscou ajuda para os bancos em 9 de junho e nós só assinamos o acordo final esta semana ... o governo não está buscando isso (mais resgate)", disse a segunda fonte.

"Alguns instrumentos ainda nem estão funcionando. Não faria sentido fazer declarações sobre mecanismos que não existem", acrescentou a fonte.

(Reportagem de Julien Toyer)

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