Andreu Dalmau/EFE
Andreu Dalmau/EFE

Espanha para em protesto às reformas

Manifestações contra plano de austeridade se estenderam por vários países da Europa

, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2010 | 00h00

MADRI

A Espanha foi o principal cenário dos protestos europeus contra as medidas de austeridade aplicadas na União Europeia, como a reforma do sistema de aposentadoria. No dia batizado pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES) de "Dia de Ação Europeu", se via no país uma paralisação generalizada e, ao mesmo tempo, a Comissão Europeia propunha um pacote legislativo para melhorar a vigilância econômica dos 27 países do bloco.

Da Irlanda à Grécia, passando pela Sérvia e Lituânia, foram dezenas de milhares de trabalhadores marchando pelas ruas da Europa. Em Dublin, policiais prenderam um homem que bloqueou a entrada do parlamento irlandês com um caminhão-betoneira pintado com as inscrições "Banco Tóxico" e "Todos os políticos deveriam ser saqueados".

As confederações sindicais espanholas Comissões Operárias (CCOO) e União Geral de Trabalhadores (UGT) afirmaram que cerca de 10 milhões de trabalhadores - dos 15,5 milhões que há no total - aderiram à greve geral convocada na Espanha contra a reforma trabalhista e possíveis mudanças na previdência.

Nos confrontos entre manifestantes e policiais, houve prisões e casos de agressão. Lojistas fecharam as portas e carros da polícia espanhola foram incendiados. O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, reiterou a oferta de diálogo com sindicatos e empresários.

"Loucura". Em Bruxelas, milhares de trabalhadores se reuniram no começo da "euromanifestação", convocada pelos sindicatos europeus. O secretário-geral da CES, John Monks, qualificou de "loucura" os planos da Comissão Europeia (CE) de criar um governo econômico e impor sanções aos países que descumprirem suas diretrizes, já que atualmente "apenas Suécia e Estônia se livrariam destas multas".

Na Grécia, o ministro da Justiça, Haris Kastanidis, disse que o governo está preparado para introduzir hoje uma lei rigorosa para reprimir a greve dos caminhoneiros, que dura cerca de duas semanas e provocou interrupções o comércio e escassez de produtos em algumas regiões do país.

"Na quinta-feira (hoje), aprovaremos uma lei que prevê a prisão e a cassação da licença dos caminhoneiros que continuarem protestando e se recusarem a voltar ao trabalho", disse Kastanidis ao canal de televisão Mega.

As importações e as exportações gregas foram paralisadas em razão da greve dos caminhoneiros, provocando um esvaziamento das prateleiras nos supermercados da Grécia e a escassez de matérias-primas. Diante disso, algumas empresas demitiram empregados ou forçaram os funcionários a aceitar licenças sem remuneração. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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