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Espanha pede ajuda ao Brasil no caso Repsol-YPF

A Espanha não vai suspender ou limitar a compra de produtos argentinos em retaliação à decisão do governo Cristina Kirchner de estatizar as ações da petroleira Repsol na YPF, mas pretende levar os argentinos ao maior número de tribunais possível.

IURI DANTAS / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2012 | 03h05

Ontem o Senado argentino aprovou com ampla maioria, por 63 votos dos 70 votos possíveis, o projeto de expropriação da YPF, que agora segue para a Câmara.

O vice-ministro espanhol de Cooperação Internacional e para a América Latina, Jesús Gracia, veio ontem ao Brasil pedir que o governo ajude a convencer a Argentina sobre a importância de pagar pelos ativos da Repsol. "Vamos cumprir todas as normas da Organização Mundial do Comércio. Confiamos que o Brasil é o país que mais tem influência e pode ter uma liderança positiva na América Latina".

Se continuar com o mesmo "comportamento arbitrário", a Argentina terá "problemas em quase todos os foros" internacionais, avaliou Gracia, citando insatisfação de empresas italianas, alemãs, indianas, panamenhas e colombianas.

Ele se reuniu com o número 2 do Itamaraty, embaixador Ruy Nogueira. Anteontem, conversou com o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Procurados, eles disseram, por meio de assessorias, que discutiram questões bilaterais.

Gracia negou que seu governo vá tentar excluir a Argentina das negociações de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Mas ressaltou que se, "isso não funcionar", a UE deveria buscar alternativas, como um acordo só com o Brasil.

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