Espanha pode enfrentar greve geral, diz líder de sindicato

Paralisação ocorreria em protesto às novas medidas de austeridade aprovadas pelo governo

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

24 de maio de 2010 | 09h39

Os principais sindicatos da Espanha estão começando a se preparar para uma greve geral, disse nesta segunda-feira, 24, o líder do sindicato Comisiones Obreras. Essa movimentação ocorre após o governo aprovar novas medidas de austeridade, para reduzir o grande déficit orçamentário do país.

"Eu acho que a Espanha não precisa de uma greve geral no momento...mas eu acho que estamos caminhando para uma", afirmou Ignacio Fernandez Toxo, em entrevista à emissora de televisão pública espanhola TVE.

Na quinta-feira, o governo do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero aprovou cortes de despesas que incluem uma redução de 5% nos salários dos funcionários públicos para este ano, além de um congelamento nas pensões no ano que vem.

Toxo disse que não houve acordo com os sindicatos antes da tomada das medidas, nem com outros partidos políticos. Na opinião dele, esses cortes entram em contradição com acordos já existentes sobre os salários do funcionalismo público. O líder sindicalista também previu que isso pesará sobre a economia espanhola, que já enfrenta dificuldades.

Os sindicatos convocaram uma greve do setor público para 8 de junho.

Sobre a reforma no mercado de trabalho, os sindicatos e grupos de empregadores entraram em "uma semana que eu espero seja decisiva", segundo Toxo. "Eu espero que tenhamos um acordo até o fim desta semana", acrescentou.

Nos últimos dois meses, sindicatos e empregadores têm discutido medidas para reduzir o alto índice de desemprego da Espanha. Caso não cheguem a um acordo, o governo já sinalizou que pode preparar reformas na legislação para enfrentar o problema. As informações são da Dow Jones.

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