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Espanha pode ser a próxima fonte de contágio da zona do euro

A Espanha corre o risco de desencadear uma nova erupção da crise da dívida da zona do euro se não conseguir igualar o sucesso da Itália na conquista da confiança dos investidores em suas reformas.

REUTERS

21 de março de 2012 | 14h31

Uma injeção de fundos do Banco Central Europeu (BCE) no sistema bancário do bloco diminuiu o estresse financeiro no ano passado, depois de os rendimentos dos títulos italianos subirem para mais de 7 por cento, patamar acima do qual os custos da dívida são considerados amplamente inviáveis.

No começo de 2012, os custos de empréstimos de títulos espanhóis e italianos caíram de forma constante, com os investidores inundados com o dinheiro do BCE e cada vez mais confiantes de que ambos os governos aprovariam reformas para resolver os seus problemas financeiros.

Mas a Espanha impactou os mercados no mês passado, quando informou que não tinha atingido a meta de déficit orçamentário de 2011 e alguns dias depois estabeleceu para si própria uma meta mais branda para 2012.

Investidores procurando altos rendimentos em ofertas de países periféricos da zona do euro têm desde então trocado títulos espanhóis por italianos, em um sinal de que o epicentro da crise está mudando.

"A situação espanhola como um todo acabou se deteriorando muito rapidamente. Estamos olhando muito para Espanha como o próximo ponto de estresse, o próximo ponto de fraqueza", disse Peter Allwright, chefe de taxas e câmbio no RWC Partners, que administra ativos no valor de 4 bilhões de dólares.

Se os investidores continuarem vendendo dívida espanhola, o contágio para o resto da zona euro corre o risco de ser mais prejudicial do que a desencadeada recentemente pela Grécia e Portugal, economias muito menores do que Espanha. Os rendimentos italianos poderiam voltar a testar as máximas do ano passado como resultado, disse Allwright.

O rendimento de títulos espanhóis com vencimento em dez anos está em torno de 5,4 por cento, 40 pontos base a mais do que seus homólogos italianos, e 80 pontos base acima das mínimas do mês passado. Em novembro, antes da enorme injeção de dinheiro do BCE, eles renderam quase 2 pontos percentuais a menos do que a Itália, a 6,7 por cento.

(Reportagem de Marius Zaharia)

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