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Espanha promete orçamento austero apesar de revés eleitoral

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, prometeu nesta segunda-feira cumprir um orçamento apertado, apesar de um revés surpreendente em uma eleição regional, na qual ele esperava reforçar seu mandato para cortes de gastos a fim de melhorar as finanças públicas.

REUTERS

26 de março de 2012 | 11h57

O Partido Popular, de centro-direita, ganhou o reduto socialista da Andaluzia na votação de domingo, mas não garantiu a maioria absoluta que era esperada e que teria reforçado o mandato do primeiro-ministro para poupar gastos.

Os investidores venderam ações espanholas, temendo que o resultado na região mais populosa da Espanha torne mais difícil o trabalho de Rajoy de governar o país endividado em meio à crise da zona do euro.

Mas Rajoy, que na quinta-feira enfrenta a primeira greve geral desde novembro de 2010 contra as medidas de austeridade, disse que ainda apresentará na sexta-feira um orçamento apertado para 2012.

"Vamos aprovar um orçamento muito, muito austero", disse ele a jornalistas na Coreia do Sul, onde participava de um encontro sobre energia nuclear.

Rajoy deve expandir cortes em saúde e educação nas 17 regiões autônomas e uma vitória sólida em Andaluzia teria colocado o Partido Popular no controle de 12.

O partido governista ganhou 50 dos 109 assentos na Andaluzia, ainda a maioria que ele já havia conquistado, mas os totais combinados dos Socialistas e da Esquerda Unida deixaram em aberto a possibilidade de uma coligação de esquerda.

As reformas de Rajoy ganharam o apoio dos eleitores que querem garantir que a Espanha não será forçada a pedir um resgate como o vizinho Portugal, e o Partido Popular controla o Parlamento nacional de forma que ainda pode cortar gastos a fim de restaurar a confiança nas finanças públicas.

"As pessoas não estão mudando de repente e votando contra a austeridade. O Partido Popular ainda venceu na Andaluzia. O humor não mudou para os Socialistas e uma greve geral não vai mudar os compromissos do governo sobre o déficit", disse o analista político do Eurasia Group Antonio Barroso.

(Reportagem de Nigel Davies; reportagem adicional de Tracy Rucinski)

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