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Espanhóis fazem protestos irreverentes contra Bankia e Iberia

Além dos clientes do Bankia, trabalhadores da companha aérea Iberia também fizeram manifestações em Madri

Economia & Negócios,

09 de maio de 2013 | 12h15

 

MADRI - Um homem baixou as calças e ficou de cueca em frente à sede do Bankia, no centro de Madri, na Espanha, nesta quinta-feira, 9. Ele é um dos clientes prejudicados pela instituição financeira que pediu um resgate ao governo espanhol em maio do ano passado.

Centenas de clientes  foram às portas das agências do banco protestar contra o bloqueio de suas contas.

Também protestaram em frente ao Bankia os funcionários da companhia aérea espanhola Iberia, que planeja cortar 3,8 mil cargos e rebaixar salários em consequência da sua fusão com a British Airways.

Os trabalhadores da Iberia reagiram com trajes de prisioneiros agarrados a uma grade como se estivessem na prisão. Cartazes anunciavam: "Prisioneiros de IAG (Internacional AirlinesGroup). IAG é uma fraude" e "Laços imorais = extinção do trabalho".

O Bankia é o maior entre os diversos bancos espanhóis que se submeteram ao controle estatal em 2012 para a reestruturação do setor bancário do país.

A instituição recebeu 17,96 bilhões de euros em ajuda financeira, a maior injeção de capital já registrada em um banco da Espanha.Muitos clientes reclamam que a ajuda federal não aliviou sua situação.

"Eu estou aqui porque o meu apartamento vai ser leiloado e minha dívida com o banco não foi perdoada, eles são bandidos", diz Maribel Collado Villalba, um dos manifestantes.

O Bankia registrou o maior prejuízo líquido na história corporativa da Espanha em 2012, de 19,06 bilhões de euros. No primeiro trimestre desde ano o banco voltou ao azul pela primeira vez desde o socorro governamental do ano passado. O lucro líquido foi de 74 milhões de euros (US$ 96,4 milhões).

O banco afirmou que a receita líquida com juros, a principal fonte de receita da instituição, foi de 512 milhões de euros, 28,8% a menos que os 844 milhões de euros há um ano, devido ao efeito negativo nos financiamentos habitacionais.

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