Espanhóis precisam investir no Brasil, reitera Zapatero

De olho na previsão de crescimento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina para 2005, o primeiro-ministro Espanhol, José Luis Zapatero, ressaltou a necessidade de os empresários de seu país "não deixarem essa oportunidade escapar". Em reunião em São Paulo, Zapatero pediu esforço especial para estimular o avanço das pequenas e médias empresas espanholas no Brasil e destacou que há espaço para diversificar os investimentos."Há predisposição do empresariado espanhol. E a conjuntura facilitará, provavelmente, o clima de negócios e ajudará a introduzir mais bens e serviços espanhóis aqui", discursou ele, durante abertura da reunião de conselheiros econômicos e comerciais da Iberoamérica. No ano passado, o PIB da América Latina cresceu 5,5%.No encontro, o primeiro-ministro anunciou apoio "a uma segunda onda" de investimentos de companhias espanholas nos países latino-americanos. Segundo Zapatero, 72% das exportações espanholas são para a União Européia. "A Espanha tem de incrementar o número de empresas que exportam de maneira regular para a América Latina", insistiu. O país é o segundo maior investidor externo no Brasil, perdendo apenas para os Estados Unidos.Antes de deixar o Brasil - após visita de três dias - com destino à Argentina, Zapatero reiterou que as relações entre Brasil e Espanha vivem hoje seu melhor e mais intenso momento. País sérioDepois do encontro com os conselheiros econômicos e comerciais, o primeiro-ministro da Espanha tomou café da manhã, em um hotel da capital paulista, com representantes de empresas espanholas no Brasil. "A conversa foi muito positiva e os empresários reafirmaram o interesse de continuar e expandir seus investimentos no Brasil, que é um País sério", avaliou Rui Manuel de Oliveira, vice-presidente executivo da divisão América do Sul do Grupo Sol Meliá, que possui 28 hotéis e outros três projetos no Brasil.Também participaram do encontro com o primeiro-ministro espanhol representantes de empresas como a Telefónica, Iberdrola, Mapfre, Aço Villares, Endessa, Santander e BBVA, entre outras.O adido comercial do consulado da Espanha em São Paulo, Francisco Corrales, também disse haver espaço para o crescimento dos investimentos espanhóis no Brasil nas áreas de máquinas e alimentação. "O importante é que as regras sejam claras", frisou. Ontem, em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Zapatero fez uma advertência ao País ao cobrar "marcos jurídicos e regras claras" que sustentem a injeção de recursos aqui.

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